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miércoles, 15 de mayo de 2013

ELDORADO EN VIGO



Eldorado en Vigo
19 de abril de 2013
Estamos en España, donde presentamos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (con mi dramaturgia y dirección de Verônica Fabrini) y “Eldorado” (con dirección de Marcelo Lazzaratto y dramaturgia de Santiago Serrano) en la Muestra Internacional de Tetro Universitario de Orense – MITEU. La muestra es anual  y,  además de trabajos de estudiantes de nivel superior, presentan trabajos profesionales convidados – donde estamos incluídos. El primer trabajo será llevado a escena hoy, a las 23h en el Auditório Municipal de Orense, el otro fue presentado en Vigo, también en su Auditório Municipal, el dia 17 de abril de 2013, a las 21h.
La presentación de “Eldorado”, dos dias atrás, fue un pequeño milagro. No me refiero a la calidad de mi actuación o del espectáculo como un todo – que,  dígase, fue bastante favorecida por el bonito teatro. Me refiero a los pequeños encuentros posibles, a la vida y al teatro. Después de atravesar el Atlántico para las presentaciones, aquí, nos encontramos al dramaturgo de “Eldorado”, Santiago Serrano. Él había estado antes en Grenoble, en Francia, donde participó de un coloquio sobre dramaturgia. Después, viajó de paseo a Lisboa. De ahí, vino a asistir al estreno internacional del espectáculo.
 La  casualidad ya sería grande – encontrar tan distante y de manera no planeada a un compañero fundamental del trabajo.  Pero no fue todo.  En esta ciudad, Serrano estuvo, hace cuatro años, acompañado del actor argentino Jorge Rodríguez.  El actor, falleció hace dos años, fue compañero de vida  y de creaciones de Serrano. Los dos estuvieron en Vigo justamente porque quisieron conocer la terra de los antepasados  de Jorge, su historia de vida, sus raíces – su familia emigró de un pequeño pueblo próximo a Ourense para a Argentina, donde Jorge nació.
La magia de la vida lleno de significados al texto de Santiago: “¿Estas pensando lo mismo que yo?”, pregunta el personaje ciego de la obra. “Si, es mi tierra, la tierra de mi madre! Pero por qué  es que vuelvo aquí?  Siempre sucede la misma cosa! Yo quiero dejar el pasado atrás, pero él siempre está a mi frente!”, completa.
A veces, el teatro insinúa  la  vida a su manera. Otras, es la vida misma que nos enseña  a estar en el  escenario.
Eduardo Okamoto.
Traducción del texto escrito por Eduardo Okamoto en su blog

martes, 14 de mayo de 2013

ELDORADO em Vigo



Eldorado em Vigo

Estamos na Espanha, onde apresentamos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (com minha dramaturgia e direção Verônica Fabrini) e “Eldorado” (com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano) na Mostra Internacional de Tetro Universitário de Ourense – MITEU. A mostra é anual e, além de trabalhos de estudantes do ensino superior, apresenta trabalhos profissionais convidados – onde estamos incluídos. Enquanto que o primeiro trabalho será levado à cena hoje, às 23h no Auditório Municipal de Ourense, o outro foi apresentado em Vigo, também no seu Auditório Municipal, no dia 17, às 21h.

A apresentação de “Eldorado”, dois dias atrás, foi um pequeno milagre. Não me refiro à qualidade da minha atuação ou do espetáculo como um todo – que, diga-se, foi bastante favorecido pelo bonito teatro. Refiro-me aos pequenos encontros possíveis à vida e ao teatro. Depois de atravessarmos o Atlântico para as apresentações, aqui, encontramos o dramaturgo de “Eldorado”, Santiago Serrano. Ele estava, antes, em Grenoble, na França, onde participava de colóquio sobre dramaturgia. Depois, a passeio, estava em Lisboa. Dali, veio assistir à primeira estreia internacional do espetáculo.

A casualidade já seria grande – encontrar tão distante e de maneira não planejada um parceiro fundamental do trabalho. Mas não foi tudo. Nesta cidade, Serrano esteve, há quatro anos, acompanhado do ator argentino Jorge Rodriguez. O ator, falecido há exato um ano, foi companheiro de vida e de criações de Serrano. Os dois estiveram em Vigo justamente porque gostariam de conhecer a terra dos pais de Jorge, sua história de vida, suas raízes – sua família emigrara de um pequeno povoado próximo a Ourense para a Argentina, onde Jorge nasceu.


A magia da vida preencheu de significados o texto de Santiago: “Você está pensando o mesmo que eu?”, pergunta o personagem cego da peça. “Sim, é minha terra, a terra de minha mãe! Mas por que é que eu volto aqui? Sempre acontece a mesma coisa! Eu tenho que deixar o passado para trás, mas ele está sempre na minha frente!”, completa.

Às vezes, o teatro insinua à vida a sua própria face. Outras, é a vida mesmo que nos ensina a estar no palco. 

lunes, 29 de octubre de 2012

ELDORADO em Mostra Teatro do Gueto



Hoje com o EDUARDO OKAMOTO, em seu belo espetáculo ELDORADO.

Okamoto, de Campinas, já esteve no Clariô apresentando "A HORA DE NOSSA HORA", espetáculo que narra um pouco do que foi a vida dos meninos de rua que sofreram a chacina da Candelária. Trabalho lindo, sensível, que agradou muito quem viu.
Hoje ele nos traz um cego rabequeiro que direciona sua vida em busca de ELDORADO.
Vale a pena conferir!!

ELDORADO
HOJE : DIA 29 DE OUTUBRO ␣ SEGUNDA- FEIRA ␣ 20H
EDUARDO OKAMOTO - CAMPINAS/SP - Classificação - 14 anos
ENTRADA FRANCA!

Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia “Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou- se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades.

Assim, possamos recriar a nós mesmos. Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia (litoral sul de São Paulo), o ator Eduardo Okamoto visitou rabequeiros, recolhendo causos, músicas, ações, gestos, vozes. Assim, codificou um repertório atoral que serviu de base à criação dramatúrgica. O premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu destes materiais primeiros para criar um texto inédito. No fim da jornada, o diretor Marcelo Lazzaratto (da Companhia Elevador de Teatro Panorâmico) orquestrou estas criações de ator e autor.

“ Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.

Por sua atuação em “Eldorado”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2009.

FICHA TÉCNICA: Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto Dramaturgia: Santiago Serrano Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto Figurino: Verônica Fabrini Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi Fotografia: Fernando Stankuns Orientação: Suzi Frankl Sperber Produção: Daniele Sampaio Duração - 60 min.


jueves, 18 de octubre de 2012

“ELDORADO” em Araçatuba


Eduardo Okamoto apresenta o solo “Eldorado” no Festara – Festival de Teatro de Araçatuba. O espetáculo é dirigido por Marcelo Lazzaratto e tem dramaturgia de Santiago Serrano. A apresentação é parte da programação do Festara 2012 – Festival de Teatro de Araçatuba e acontece no Teatro Castro Alves, às 20h30
O Festara – Festival de Teatro de Araçatuba é uma realização da Prefeitura Municipal de Araçatuba, por meio da Secretaria de Cultura, com o apoio do SENAC Araçatuba, SESC – SP e Secretaria de Estado da Cultura.

Em 2011, o festival teve 25 peças foram encenadas. Companhias e grupos teatrais paulistas, do interior e da capital, assim como dos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Santa Catarina estiveram presentes, celebrando as artes cênicas e provocando um exercício de reflexão sobre a cultura.

“Eldorado” foi criado a partir de estudos de Eduardo Okamoto sobre a tradição da rabeca – instrumento de arco e cordas, como o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. A partir destes estudos, o premiados dramaturgo argentino criou uma texto inédito. Ali, conta-se a fábula de um cego que, acompanhado por uma “Menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado.

Depois de um longo processo de estudo e criação dramatúrgica (aproximados três anos), o diretor Marcelo Lazarrato lapidou as criações de ator e dramaturgo, conferindo forma final ao espetáculo. Assim, procurou universalizar os estudos de Okamoto que, inicialmente, pautava-se em relações regionais (a rabeca e os rabequeiros). Neste lugar atemporal, propício ao maravilhamento, o personagem cego da fábula é todo homem e o Eldorado é a busca humana pelo seu bom lugar.

Serviço:

“Eldorado” em Araçatuba

22 de outubro, às 20h30

Teatro Castro Alves

Duque de Caxias, 29 – Centro

(18) 3608-1176

Ingressos gratuitos

sábado, 15 de septiembre de 2012

ELDORADO no 1º Festival de Teatro de Taubaté


1º Festival de Teatro de Taubaté: Festival começa sábado com espetáculo convidado
Público poderá conferir monólogo que recebeu indicação ao Prêmio Shell de Melhor Ator
O monólogo “Eldorado” com Eduardo Okamoto é a peça de abertura do 1º. Festival de Teatro de Taubaté, com entrada franca, neste sábado às 20h, no Teatro Metrópole.
No enredo, um cego, acompanhado por uma ‘menina’, busca encontrar o que ninguém nunca conseguiu - o Eldorado. A busca incessante de um homem nos tempos, viagens e espaços de uma humanidade. Uma eterna travessia.

O espetáculo nasceu da observação e da pesquisa de campo do próprio ator com construtores e tocadores de rabeca nas cidades de Iguape e Cananéia (litoral sul de São Paulo), instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil.
A partir desta convivência, procurou exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Assim, codificou um repertório atoral que serviu de base à criação dramatúrgica. O premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu destes materiais para criar um texto inédito e o diretor Marcelo Lazzaratto, da Companhia Elevador de Teatro Panorâmico, orquestrou estas criações de ator e autor.
Todo este trabalho de pesquisas e vivências não originou somente o espetáculo, como também constituiu a tese de Doutoramento em Artes de Eduardo, realizado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), propondo justamente uma dramaturgia de ator fundada na pesquisa de circunstâncias locais, o que ele chamou de dramaturgia de ator na intracultura, ou seja, a criação de uma dramaturgia na vivência de especificidades.
Para Eduardo, “o espetáculo fala destes territórios de viagem, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa as geografias, e onde todo homem é único e igual a todos os demais”. Por sua atuação em “Eldorado”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2009.
“ELDORADO”
Local: Teatro Metrópole - Entrada Franca
Endereço: Rua Duque de Caxias, 312, Centro Tel: 3624-5915.
Data: 15/09/2012 (sábado) Horário: 20h00
Por Aldy Coelho



martes, 4 de septiembre de 2012

ELDORADO em Salvador- Bahia.

Eduardo Okamoto no Filte, em Salvador

Eduardo Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora” e ”Eldorado” no Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia.
O Festival Latino- Americano de Teatro da Bahia – Filte terá, em 2012, a sua quinta edição e objetiva, como sugere seu nome, intercambiar experiências entre artistas oriundos da América Latina e o público baiano. E, considerando a gênese de formação desta porção do globo terrestre, o festival ainda programa trabalhos de Portugal e Espanha, tornando, enfim, o evento ibero-americano.
Em 2012, o evento acontece entre os dia 01 e 09 de setembro de 2012, estendendo-se por 13 espaços de Salvador e Lauro de Freitas. Em sua programação, totalizam-se 60 apresentações.
Nesta edição, além de espetáculo, eventos paralelos acompanharão o festival: o Colóquio Internacional de Recepção Teatral com convidados de Cuba, Estados Unidos, México, Argentina, Rússia, Alemanha, Brasil; o Nortea 2012 (Núcleo de Laboratórios teatrais do Nordeste); um Mutirão de Critica Teatral e a 1ª Mostra Internacional de Teatro Baiano.
Eduardo Okamoto participa do Filte com dois espetáculos solos. No dia 04 de setembro, às 21h, no Teatro Martim Gonçalves, Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora”. O solo tem direção de Verônica Fabrini e trata da vida de meninos de rua, especialmente da Chacina da Candelária.
No dia 05 de setembro, será apresentado “Eldorado”, também no Teatro Martim Gonçalves, às 18h.
O trabalho solo tem dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto.
Na fábula, um homem cego, acompanhado por uma “Menina” busca o seu bom lugar: “Eldorado”.
Serviço:

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Filte

Local: Teatro Martim Gonçalves

Endereço: Rua Marechal Floriano, s/n, Canela.

Dia: 04/09/2012

Horário: 21h

Informações: http://www.ocoteatro.com.br/2012/programacao_detalhes.aspx?id=17

“Eldorado” no Filte

Local: Teatro Martim Gonçalves

Endereço: Rua Marechal Floriano, s/n, Canela.

Dia: 05/09/2012

Horário: 18h

Informações: http://www.ocoteatro.com.br/2012/programacao_detalhes.aspx?id=26

http://www.eduardookamoto.com/eduardo-okamoto-no-filte-em-salvador



domingo, 29 de julio de 2012

“Eldorado” em Fortaleza

Eduardo Okamoto apresenta o solo “Eldorado”, em Fortaleza (Ceará). O espetáculo tem autoria de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto.

A apresentação integra o VIII Festival de Teatro de Fortaleza, que se realiza entre 04 e 11 de agosto de 2012. No dia 04, às 9h, um cortejo de abertura toma as ruas da capital cearense com a participação de artistas circenses, atores, dançarinos e grupos de percussão. À noite, às 19h30, logo após a Cerimônia Oficial de Abertura, Eduardo Okamoto encena o solo “Eldorado”, no Theatro José de Alencar.

O teatro é uma das salas de espetáculo mais bonitas do Brasil. Sua arquitetura eleva-o à qualidade de Teatro-Monumento. Mais que sala de apresentação de espetáculos, o José de Alencar compreende um verdadeiro complexo cultural com: sala de espetáculo em estilo art noveau com capacidade para 800 espectadores, auditório de 120 lugares, foyeur e espaço cênico a céu aberto. Em prédio anexo, com 2.600 metros quadrados, sedia o Centro de Artes Cênicas (CENA), o Teatro Morro do Ouro (com capacidade para 90 pessoas). Neste equipamento cultural, na Praça Mestre Pedro Boca Rica, ainda há palco ao ar livre com capacidade para 600 pessoas, a Biblioteca Carlos Câmara, a Galeria Ramos Cotôco, quatro salas de estudos e ensaios, oficinas de cenotécnica, de figurino e de iluminação. O José de Alencar abriga a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho e o Curso Princípios Básicos de Teatro e Circo.

Esta é a primeira vez que Okamoto se apresenta em Fortaleza. A apresentação abre um semestre em que o ator apresentará diversos de seus trabalhos em outros estados nordestinos, como Bahia e Pernambuco. Para saber mais, basta acompanhar as postagens deste blog, onde, em breve, postaremos mais informações.

“Eldorado” narra a fábula de um homem cego que, acompanhado por uma “Menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. O espetáculo nasce da interação de Eduardo Okamoto com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. 
Serviço:
“Eldorado” no Festival de Teatro de Fortaleza
Dia: 04 de agosto de 2012, às 19h30
Local: Theatro José de Alencar
Endereço: Rua 24 de Maio, 600
Informações: http://www.festivaldeteatrofortaleza.com.br

martes, 20 de diciembre de 2011

O processo de criaçao de "ELDORADO"





ELDORADO
Espetáculo de Eduardo Okamoto tem direção
de Marcelo Lazzaratto e
dramaturgia de Santiago Serrano


Um instrumento musical que pode ter três, quatro ou seis cordas e que pode variar sua afinação, seu formato, madeira usada. Assim é a rabeca: instrumento de arco e cordas que se espalhou em manifestações da cultura popular pelos quatro cantos do Brasil. Este instrumento foi tomado como estimulo criativo para o solo “Eldorado”, que o ator Eduardo Okamoto estreou no SESC Campinas, em outubro de 2008.

Uma das características fundamentais da rabeca é justamente a ausência de padrões na sua construção e execução. A rabeca não é um instrumento fabricado em série. É produzido não por indústrias, mas por artistas-artesãos.
Por isto, não há uma rabeca igual à outra. Disto resulta que cada rabeca possui suas características peculiares, uma “voz” própria.

Para Okamoto, esta ausência de padrões parece incorporar, como analogia, as origens do povo brasileiro que, como aponta Darcy Ribeiro, é “povo em fazimento”. Para o antropólogo, o principal produto da colonização é a fundação deste novo povo-nação, fundado na mestiçagem: os brasileiros. Esta possível analogia, estimulou Eduardo Okamoto a estudar um pouco mais a rabeca e os rabequeiros.


Um Eldorado próximo
A fim de conhecer rabequeiros e construtores de rabeca, Okamoto realizou pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia, no litoral sul de São Paulo. A região é conhecida por sua grande concentração de elementos da cultura caiçara, entre eles o Fandango: manifestação que compreende música e dança e que pode ser vista no litoral de São Paulo e Paraná. A rabeca é um dos instrumentos, ao lado de cavaquinho, viola e adulfo (instrumento de percussão) que acompanha os bailes fandangueiros.

Nesta viagem, o ator percorreu parte do Museu Vivo do Fandango: um circuito de visitação pelas cidades de Iguape e Cananéia (SP), Guaraqueçaba, Paranaguá, e Morretes (PR). O circuito é divulgado através de site (www.museuvivodofandango.com.br), folhetos, livro e cds e envolve casas de fandangueiros e construtores de instrumentos, clubes e casas de Fandango, lojas de artesanato, bibliotecas, centros culturais e pontos de consulta.

Em Iguape e Cananéia, Okamoto recolheu músicas, histórias e estórias, ações, gestos, vozes de rabequeiros. De volta à Campinas, o ator incorporou todo este material, a partir da Mìmesis Corpórea: metodologia desenvolvida pelo LUME Teatro que se fundamenta na observação e imitação de pessoas, animais, fotografias e pinturas. Desde 2000, o Lume contribui diretamente para o trabalho de Eduardo Okamoto, que também atua como ator convidado na “Parada de Rua”.

De seus deslocamentos da viagem de campo e de seu material físico e vocal, Okamoto intuiu um personagem e um argumento possível para a dramaturgia do espetáculo: um cego de nascença caminha em busca de um Eldorado. Nesta busca, uma rabeca é sua companheira de viagem e seu guia.

Curioso é observar que, na região onde foi realizada a pesquisa, é possível ver a cidade de Eldorado, há poucos quilômetros de distância onde esteve o ator. Eldorado, parecia estar próximo, mas ainda não se podia alcançá-lo.


Criação Dramatúrgica
Para estruturar e desenvolver sua proposta, Okamoto convidou o dramaturgo argentino Santiago Serrano. Os dois se conheceram no Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, em 2006. Ali, o ator apresentava seu solo anterior, “Agora e na Hora de Nossa Hora”. A dramaturgia lírica de Serrano, que naquele ano teve sua peça “Dinossauros” encenada com sucesso por artistas brasilienses, pareceu a Okamoto uma abordagem ideal para seu espetáculo.

A fim de criar a peça, ator e dramaturgo mantiveram uma intensa correspondência por Internet. Okamoto enviava informações, textos, músicas e vídeos que pudessem inspirara criação da peça. Serrano, enviava, aos poucos, a dramaturgia do espetáculo que, então, era testada em sala de ensaios e modificada. Durante o processo, os dois ainda se encontraram pessoalmente, em São Paulo, onde ajustaram suas criações.


Finalização do espetáculo
Com texto e personagem constituídos, faltava ao trabalho uma proposta de encenação. Isto foi dado no encontro com o diretor Marcelo Lazzaratto, diretor da Companhia Elevador de Teatro Panorâmico, de São Paulo. Lazzaratto, que já assinava a iluminação de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, solo anterior de
Okamoto, também ilumina este “Eldorado”.

O processo de criação de “Eldorado” sustenta-se, sobretudo, na interação entre o material corpóreo levantado por Okamoto e a criação literária de Santiago Serrano. O espetáculo pretende, por isto, valorizar o processo na sua força: atuação e texto. Assim, emprega pouquíssimos recursos materiais, transferindo
para o corpo do ator, para o uso da palavra e para a iluminação as tarefas de significação. Sobre o palco nu, destaca-se pela luz a presença de um homem cego que anda em círculos e imagina, cria, inventa realidades em busca do conhecimento.

Na finalização do trabalho, Luiz Henrique Fiaminghi, do grupo Anima, realizou a preparação em rabeca do ator (que executa parte da trilha sonora ao vivo) e desenvolveu uma pesquisa musical para o espetáculo. Usando exclusivamente a rabeca como instrumento, a trilha desenha paisagens, dialoga com o ator e cria
ambientação emocional. Verônica Fabrini, diretora da Boa Companhia e de “Agora e na hora...”, assina o figurino.



http://www.canalaberto.com.br/release.php?n=456

miércoles, 30 de noviembre de 2011

ELDORADO em breve temporada em Sao Paulo


O solo “Eldorado”, do ator Eduardo Okamoto, volta a São Paulo, em curtíssima temporada no Espaço Elevador, sede da Cia Elevador de Teatro Panorâmico. A temporada tem pré-estréia para convidados no dia 01 de dezembro e segue em temporada até o dia 18 do mesmo mês. As apresentações acontecem de quinta-feira a sábado, às 21h, e nos domingos, às 19h.

É a primeira vez que “Eldorado”, que é dirigido por Marcelo Lazzaratto, apresenta-se no espaço em que o diretor reúne a sua própria companhia de teatro: a Cia Elevador. Este coletivo vem se firmando, nos últimos anos, como um dos importantes trabalhos teatrais da cidade de São Paulo. Isso é atestado pela seleção consecutiva de dois de seus projetos pela Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, em 2010 e 2011, e pela indicação ao Prêmio Shell pela pesquisa e criação do espetáculo “Do Jeito que Você Gosta”.

Com espaço próprio, a Cia Elevador, além de abrigar suas criações, abre suas portas para a receber trabalhos de outros artistas, como na temporada recém concluída de “Portela, patrão. Mário, motorista”, da Boa Companhia.

Sendo o Espaço Elevador não só uma casa de espetáculos, mas sobretudo um centro de pesquisa em teatro, a temporada de “Eldorado” será acompanhada de um workshop gratuito sobre “Dramaturgia do Corpo”, com Eduardo Okamoto. O curso acontece entre os dias 02 e 03 de dezembro e já tem vagas esgotadas.

Eldorado
O trabalho sintetiza as pesquisas de Eduardo Okamoto sobre o universo da rabeca – instrumento de arco e cordas, semelhante ao violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Em viagens de campo nas cidades de Iguape e Cananéia, no litoral sul de São Paulo, Okamoto recolheu causos, canções, ações de rabequeiros, seus timbres de voz. Esse material serviu de base para a criação dramatúrgica do argentino Santiago Serrano. Foi ele quem delineou a fábula de um cego em busca de um bom lugar, seu Eldorado.

“Eldorado”, assim, fala de territórios de viagens. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.


Serviço
“Eldorado” no Espaço Elevador
De 02 a 18 de dezembro
De quintas-feiras a sábados, às 21h
Domingos, às 19h
Endereço: Rua Treze de Maio, 222. Bela Vista – São Paulo.
Telefone: 11 3477.7732
Ingressos: de R$10,00 a R$20,00

lunes, 3 de octubre de 2011

ELDORADO em Campinas


O projeto Arte Local continua apresentando atividades atísticas no SESI Campinas. E, na próxima quinta-feira, dia 06 de outubro, é a vez de Eduardo Okamoto apresentar o espetáculo “Eldorado”. A apresentação acontece às 20h, com entrada gratuita e ingressos distribuídos uma hora de antes.

O projeto Arte Local, do SESI, valoriza iniciativas voltadas à criação de plateias e disponibiliza os equipamentos culturais aos artistas regionais, com foco na difusão das artes e da cultura locais e a facilitação do acesso do público aos eventos.

Em Campinas, a apresentação de “Eldorado” é motivo de celebração: a inaurguração do novo teatro do SESI Campinas, novo e funfamental espaço numa cidade carente de equipamentos culturais; e a volta de “Eldorado” à cidade onde o espetáculo foi concebido. Parece pouco. Não é. Não é segredo para nenhum dos cidadãos de Campinas que a cidade notadamente, nos últimos anos, apresenta uma política cultural incipiente. Até mesmo os artistas locais tem dificuldade de apresentar seus trabalhos na cidade (não há, no presente momento, um único teatro público adequadamente equipado, em Campinas). Isso, no limite, tem provocado distorções alarmantes: “Eldorado”, por exemplo, espetáculo de ator residente na cidade, Eduardo Okamoto, realizou menos de 6 apresentações em solo campineiro dentre as mais de 110 sessões do trabalho. Assim, a apresentação do espetáculo no SESI tem motivos de sobra para festejar!

Serviço:

Dia 06/10/2011. Quinta-feira, às 20h.
Teatro do Sesi Campinas
Avenida das Amoreiras, 450. Parque Itália. Campinas – SP.
Telefone: (19) 3772.4184
Ingressos gratuitos distribuídos a partir das 19h.


http://www.eduardookamoto.com/2010/?p=1249

miércoles, 28 de septiembre de 2011

ELDORADO en Teatro do Sesi Piracicaba



A apresentação integra o projeto Arte Local, do SESI. A intenção da entidade é valorizar iniciativas voltadas à criação de plateias e disponibilizar os equipamentos culturais aos artistas regionais, com foco na difusão das artes e da cultura locais e a facilitação do acesso do público aos eventos. Assim, a programação recebe artistas de teatro, dança e música de artistas sediados em Piracicaba ou num raio de 180 quilômetros da cidade.

Dia 29/09/2011. Quinta-feira, às 20h.
Teatro do Sesi Piracicaba
Avenida LuizRalph Benatti, 600 – Vila Industrial.
Informações: (19) 3403-5928

Sinopse: Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.


Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção Marcelo Lazzaratto

miércoles, 1 de junio de 2011

ELDORADO no SESC Ipiranga



EDUARDO OKAMOTO VOLTA AO CARTAZ EM SÃO PAULO. É NESTE FINAL DE SEMANA!

De 04 a 25 de junho, o ator Eduardo Okamoto cumpre curtíssima temporada do espetáculo "Eldorado" - Indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2009 - no Auditório do SESC Ipiranga. As apresentações acontecem aos sábados e integram o projeto Teatro Mínimo - projeto de apresentação de monólogos fundados no trabalho de ator.

Curtíssima Temporada do espetáculo "ELDORADO"
Indicação Prêmio Shell Melhor Ator 2009
Local: SESC Ipiranga
Data: de 04 a 25/06 (sábados às 19h30)
Ingressos: R$3,00 a R$12,00
Informações: eduardookamoto.com / 11 3340-2000


E atenção! Os ingressos para a primeira sessão já estão esgotados!

domingo, 1 de mayo de 2011

ELDORADO -FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO RUÍNAS CIRCULARES – 3ª. EDIÇÃO.



FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO RUÍNAS CIRCULARES – 3ª. EDIÇÃO.

A Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) orgulham-se em oferecer mais uma vez à cidade um acontecimento da magnitude do Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares, agora em sua terceira edição.

A cada ano, lançamos o Festival trazendo em sua estrutura algum elemento de inovação, como o foi na edição de 2010, quando deu-se início a realização do Seminário Nacional de Pesquisa em Teatro e das Noites Performáticas. A articulação dos dois eventos, artístico e acadêmico, é uma forma de concretizar em sua base o princípio que norteia a própria presença paradoxal da arte na sede da razão, qual seja, o de que teoria e prática não se distinguem, estando dialeticamente uma embutida na outra.

Nesse ano, propusemos duas inovações que vão enriquecer o acontecimento do festival e do seminário: a instituição de um eixo temático e de um maior espaço dedicado à crítica – tanto em formatos experimentais quanto de forma mais especializada. Essas tentativas são respostas a um projeto estético-político mais ambicioso que visa estimular efetivamente o debate, a reflexão e a avaliação críticas. O eixo temático em torno do qual gira a maior parte das atividades programadas é: “o ator e a cena contemporânea”, tema amplo que busca estabelecer um diálogo mais próximo com as questões estéticas que estão mobilizando nossos pares nesses tempos de “pós-tudo”. Já os “Diálogos Críticos” propõem um acompanhamento de todas as atividades do Festival, focando seu olhar “a partir do repertório e da experiência artística vivenciada pelo público do festival”, ou seja, partindo da recepção da obra e não de sua concepção, como ressalta o projeto dos integrantes do coletivo de crítica Bacante. Em contraponto a essa proposta mais livre, contaremos também com a presença de representante da crítica formal especializada na figura do crítico de arte do jornal Estado de Minas, Marcelo Avellar. O confronto destes dois pontos de vista para se produzir avaliação crítica certamente será mais um ponto a favor do adensamento do festival.

Na arte do teatro, palco e platéia são cúmplices do mesmo atentado em prol de uma vida plenamente vivida. O teatro tem capacidade de arrebatar o sujeito pela sua própria natureza, por que preenche todos os sentidos humanos. Ali, palavra é sentido e dessentido, é poesia e música, é fonema e imagem; o corpo do ator é escultura, obra de arte divina que esculpe por sua vez o espaço a sua volta, como uma poesia concreta, como uma dança. A metáfora da luz nos ajuda a compreender... luz e sombra, aparecer e desaparecer, revelar e esconder, num moto contínuo do ser e não-ser. O teatro nos aproxima e nos distancia de nós mesmos.

Por mais desconstruída que esteja a cena contemporânea quando se proclama – o fim das unidades clássicas do drama, a explosão do texto dramático (a ponto de qualquer texto ser considerado “teatralizável”) e o redimensionamento do espaço cênico (que avança para todos os lugares); quando o teatro se enamora das formas performáticas, onde age o “actante” e não mais “o ator” (ou ambos); onde antes se “apresenta” ao invés de “representar” (ou ainda os dois, num jogo oscilante de alternâncias com suas múltiplas formas híbridas e radicais); quando todo este estado de coisas questiona na base a própria validade de arte tão artesanal num mundo dominado pelas relações “virtuais” – dois componentes permanecem inquestionáveis e irredutíveis: a presença física e viva do ator e sua relação direta com o espectador (ainda que muitas vezes atravessado por recursos mais avançados da tecnologia midiática). Eis a arte do teatro: plasticidade para os olhos, poesia para os ouvidos, idéias para a mente e alimento para o espírito!


ELDORADO


06 de Maio (Sabado) - 20h - Teatro Rondon Pacheco - _12 anos_
Eduardo Okamoto - Campinas/SP

Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.
“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.
“Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.

Ficha Técnica
Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi
Figurino: Verônica Fabrini
Projeto gráfico e fotos projeto gráfico: Alexandre Caetano
Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima
Orientação: Suzi Frankl Sperber
Produção: Daniele Sampaio
Duração: 60 min
Sobre o Artista
É ator graduado em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp. Desde 2000, pesquisa o trabalho de ator sob orientação do Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Teatrais da Unicamp.
Por sua atuação em “ELDORADO”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell 2009 na categoria de Melhor Ator.

sábado, 26 de marzo de 2011

ELDORADO no SESC - Campinas


Mostra Repertórios do Corpo em Campinas Depois de passar por Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” chega ao SESC Campinas, reunindo espetáculos e oficina do ator Eduardo Okamoto.

A mostra sintetiza resultados de seus estudos sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante. Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e as parcerias “Chuva Pasmada” (com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro) e “Uma Estória Abensonhada” (em que dirige o Grupo Teatro Camaleão).

Em 2010, ano em que Eduardo Okamoto completou uma década de pesquisas continuadas sobre esse tema de trabalho, um evento-inventário denominado “10 Anos por uma Escrita do Corpo”, análogo a este “Repertórios do Corpo”, foi realizado nas cinco regiões do Brasil, passando por Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre.

http://www.eduardookamoto.com/2010/?p=826

ELDORADO em Repertórios do Corpo no SESC


Repertórios do Corpo no SESC Ribeirão Preto

Pela primeira vez em Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” reúne três espetáculos do ator Eduardo Okamoto, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp.
A mostra sintetiza o resultado de mais de uma década de pesquisa sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante.
Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e “Chuva Pasmada” (em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro, e baseado no conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto).

Confira a programação abaixo:

Dia 29/03 às 21h

Espetáculo “Eldorado” – Indicação Prêmio Shell Melhor Ator 2009

Dia 30/03 às 21h

Espetáculo “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro

Dia 01/04 às 21h

Espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” – Solo Premiado no Festival Internacional de Teatro Dança de Agadir – Marrocos
SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”
Local: SESC Ribeirão Preto
Data: 29 e 30/03, 01/04.
Ingressos: R$ 2,50 a R$ 10,00
Informações: 16 3977-4477
http://www.sescsp.org.br/


http://www.eduardookamoto.com/2010/?p=785


sábado, 26 de febrero de 2011

Tradición y modernidad: Tecnología y artesanato en la creación de ELDORADO


Eduardo Okamoto

20 de febrero 2011


Traduttore- traditore : Santiago Serrano


Este texto es motivado por el lanzamiento del diseño de nuestro nuevo sitio y quiere reflexionar sobre el uso de tecnologías informáticas y algunas de sus posibles influencias sobre las Artes Escénicas. También aquí, como en mi entrada anterior, utilizo trechos de mi trabajo de doctorado en Artes Escénicas en la UNICAMP.
La experiencia del uso de la tecnología informática al servicio de las relaciones de intercambio humanas, siendo estas el fundamento del lenguaje teatral, ya habían sido experimentadas por mí antes de la publicación de este nuevo sitio. En el inicio de mis investigaciones, cuando el equipo de trabajo era pequeño y yo mismo organizaba las actividades de producción, una de mis primeras tareas fue la creación de mi propio sitio. Yo, que no tengo ninguna formación en tecnología (exceptuando mi herencia genética nipona que, bromean los amigos, me empuja con facilidad para esta área), pude solito, con la ayuda del ítem “Ayuda” del propio software de producción de sitios web, producir mi propio territorio virtual. A partir de este sitio, pude concertar presentaciones de mi espectáculo a nivel internacional (España, Suiza, Marruecos, Kosovo) y establecí muchos contactos inesperados. Imaginen: Un sitio que trataba sobre el trabajo de un brasilero que representaba un único espectáculo sobre los niños en condición de calle registro vistas hasta de la China, del otro lado del mundo.
El dramaturgo Santiago Serrano, de “Eldorado”, igualmente se sorprende con la divulgación de su obra por la web. Su página, también creada por él mismo, contabiliza más de 80.000 accesos desde todo el mundo. Esto posibilitó que sus textos fuesen montados en lugares distantes de su residencia: Estados Unidos, México, España, Francia, Bulgaria, Brasil etc.
Se puede decir que el proceso de creación del espectáculo “Eldorado” se valió ampliamente de la comunicación virtual. Inicialmente, las primeras fotografías y vídeos de rabequeiros – los artistas populares que inspiraron el trabajo – fueron retiradas de Internet. Conocí por este medio muchos rabequeiros que efectivamente nunca encontré más allá del espacio virtual.
No obstante la posibilidad de viajes virtuales, de los encuentros intuidos, de las realidades soñadas, Internet posibilitó también los encuentros de vida a vida, cuando, en Iguape y Cananéia, conocí rabequeiros y constructores de rabeca personalmente. La investigación de campo solo fue posible porque consulté, antes de partir de Campinas, donde vivo, el sitio del Museo Vivo do Fandango. La web me revelaba un circuito de visita a casas de artistas populares y salones fandangueiros. Esto garantizó éxito en los encuentros con estos artistas en un viaje con recursos propios – y, por ello, necesariamente rápido, ya que yo no me podía alejar por mucho tiempo de mi lugar de trabajo y no contaba con medios para costear una larga estadía en aquellas ciudades.
Vale decir que, durante la propia investigación de campo fui sorprendido con el uso de tecnología por los propios artistas de tradición popular. No me refiero solamente a las técnicas que cada uno usa para crear su propio arte (el conocimiento que cada uno genera para tocar o construir un instrumento a su propio estilo personal). Me refiero también al uso de elementos de la posmodernidad.

“Seu” Benedito Nunes, de Iguape, por ejemplo, me mostraba orgulloso que su rabeca traía ya embutida “un chip” (se refería a un captador), que permita una conexión rápida con la mesa y el amplificador de sonido. Además de esto, hoy, la búsqueda de videos en el portal YouTube presenta una gran cantidad de rabequeiros y manifestaciones populares en que la rabeca está incluida. Hay, incluso, maestros rabequistas que tienen su propia área en el portal MySpace, que se caracteriza por la presencia de trabajos artísticos, sobre todo de música.

La “tradición” es “posmoderna”, ya que anticipó importantes características de la producción erudita de la cultura (Por ejemplo: La no especialización entre actores, bailarines y cantores. Característica destacada de los actores contemporáneos), y no deja de lado a la tecnología para crear ondas cada vez mayores y más intensas de relación humana.
Por fin, por la navegación en la red, todavía pude llegar a Buenos Aires, ciudad que yo no conozco personalmente y establecer un trabajo conjunto con un dramaturgo argentino. Si yo me deje llevar por las muchas fabulaciones posibles, finalmente, yo invitaba a alguien que vivía lejos de mi casa a viajar conmigo. De esta manera, yo, no solo me permitía atravesar por las realidades vividas o inventadas, sino también intentaba encontrarme con otro, que a su vez fabulaba sus propias jornadas. Con “Eldorado” aprendí el encuentro que se vale de recursos diversos para suceder.

lunes, 21 de febrero de 2011

Tradição e Modernidade: tecnologia e artesanato na criação de “ELDORADO”


Este texto é motivado pelo lançamento do layout de nosso novo site e reflete sobre o uso de tecnologias da informação e algumas possíveis influências sobre as Artes Cênicas. Assim, como a postagem anterior, adapta trechos de meu trabalho de doutoramento em Artes Cênicas na UNICAMP. Para acessar a tese na íntegra, clique aqui.

A experiência de uso da tecnologia da informação a serviço de relações de troca humanas, sendo estas, diga-se o fundamento da linguagem teatral, eu já havia experimentado antes da publicação deste novo site. No início de minhas pesquisas, quando a equipe do trabalho era pequena e eu mesmo organizava as atividades de produção, uma das minhas primeiras tarefas foi a criação do meu próprio site:. Eu, que não tenho nenhuma formação em tecnologia (excetuando-se a genética nipônica que, brincam os amigos, me empurra com facilidade para esta área), pude sozinho, com a ajuda do tópico “Ajuda” do próprio software de produção de sites, produzir meu próprio território virtual. A partir deste sítio, acabei por agendar apresentações internacionais (Espanha, Suíça, Marrocos, Kosovo) e estabeleci muitos contatos inesperados. O site que trata de um trabalho brasileiro, que por muito tempo apresentou como único espetáculo um trabalho sobre meninos de rua, chegou a registrar acessos até mesmo na China, no outro lado do mundo.

O dramaturgo Santiago Serrano, de “Eldorado”, igualmente se surpreende com a divulgação de sua obra pela web. Sua página, também criada por ele mesmo, contabiliza mais de 80.000 acessos do mundo todo. Isto possibilitou que textos seus fossem montados em lugares distantes da sua residência: EUA, México, Espanha, França, Bulgária, Brasil etc.

Diga-se que o processo de criação do espetáculo “Eldorado” valeu-se amplamente da comunicação virtual. Inicialmente, as primeiras fotografias e vídeos de rabequeiros – os artistas populares que inspiraram o trabalho – foram retiradas da Internet. Conheci muitos rabequeiros que efetivamente eu nunca encontrei.

Não obstante a possibilidade das viagens inventadas, dos encontros intuídos, das realidades sonhadas, a Internet possibilitou também os encontros de vida a vida, quando, em Iguape e Cananéia, conheci rabequeiros e construtores de rabeca pessoalmente. A pesquisa de campo só foi possível porque consultei, antes mesmo de partir de Campinas, onde moro, o site do Museu Vivo do Fandango. A web revelava-me um circuito de visitação por casas de artistas populares e salões fandangueiros. Isto garantiu sucesso nos encontros com estes artistas numa viagem com recursos próprios – e, portanto, necessariamente rápida, já que eu não poderia me afastar por muito tempo de outros ambientes de trabalho e mesmo não poderia custear uma longa estada naquelas cidades.

Vale dizer que, durante a própria pesquisa de campo surpreendi-me com o uso de tecnologia pelos próprios artistas da tradição popular. Não me refiro somente às técnicas que cada um usa para criar a sua própria arte (o conhecimento que cada um gera para tocar ou construir um instrumento da sua própria maneira). Refiro-me também ao uso de expedientes da pós-modernidade.

O Seu Benedito Nunes, de Iguape, por exemplo, mostrava-me orgulhoso que a sua rabeca trazia já embutido “um chip” (referia-se a um captador), que permitia uma conexão rápida com mesa e amplificador de som. Além disto, hoje, a busca por vídeos no portal YouTube apresenta uma grande quantidade de rabequeiros e manifestações populares em que a rabeca se insere. Há, inclusive, mestres rabequistas que têm sua própria área no portal MySpace, que prima pelo compartilhamento de trabalhos artísticos, sobretudo de música.

A tradição é pós-moderna: antecipou importantes referenciais da produção erudita da cultura (é o caso, por exemplo, de uma das marcas do atuante contemporâneo, cujo trabalho se pauta pela não especialização entre atores, bailarinos e cantores) e não abre mão da tecnologia para criar ondas cada vez maiores e mais intensas de relação humana.

Por fim, pela navegação na rede, ainda pude chegar a Buenos Aires, cidade que eu não conheço pessoalmente e estabelecer uma parceria com o dramaturgo argentino. Se eu me deixei levar pelas muitas fabulações possíveis, finalmente, eu convidava alguém que morava longe de minha casa a viajar comigo. Desta maneira, eu não só me permitia atravessar pelas realidades vividas ou inventadas, mas procurava também atravessar um outro, que também fabulava suas próprias jornadas. “Eldorado”, aprendi, é encontro que se vale de recursos diversos para acontecer.


Eduardo Okamoto
20 de febrero 2011
http://www.eduardookamoto.com/2010/?tag=espetaculo-eldorado

viernes, 16 de julio de 2010

ELDORADO- Apresenta-se em JAÚ - SAO PAULO


A 19º edição do Julho Cultural traz hoje a Jaú, o espetáculo Eldorado encenado pelo ator Eduardo Okamoto. Por sua atuação nesta peça, o ator foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2009, além de já ter recebido diversas premiações. A aprsentação será hoje, às 20h30, no teatro Elza Munerato, com entrada gratuita.
No espetáculo, um cego acompanhado por uma “menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda história se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.
Eldorado nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, Eldorado procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.
Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananeia (litoral sul de São Paulo), o ator Eduardo Okamoto visitou rabequeiros, recolhendo causos, músicas, ações, gestos, vozes. Assim, codificou um repertório autoral que serviu de base à criação dramatúrgica. O premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu destes materiais primeiros para criar um texto inédito. No fim da jornada, o diretor Marcelo Lazzaratto (da Companhia Elevador de Teatro Panorâmico) orquestrou estas criações de ator e autor.
Eldorado fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.

http://www.comerciodojahu.com.br/novo/26423/EDUARDO+OKAMOTO+TRAZ+%E2%80%9CELDORADO%E2%80%9D+AO+TEATRO.html

martes, 6 de julio de 2010

ELDORADO no Festival de Teatro Popular – Porto Alegre


Dia 10 de Julho (sábado)
- às 20 horas no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua República, 575 – Cidade Baixa), o espetáculo “Eldorado” com Eduardo Okamoto.
Dia 11 de Julho (domingo)
- às 20 horas no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua República, 575 – Cidade Baixa), o espetáculo “Eldorado” com Eduardo Okamoto.

lunes, 28 de junio de 2010

ELDORADO em Belo Horizonte


Histórias criadas a partir de revelações do corpo do ator

O processo de criação dramatúrgica que permeia a obra de Eduardo Okamoto é quase como um trabalho de interpretação corpórea. Por não partir de uma história determinada e, sim, do trabalho colhido pelo ator a partir de observações e imitações, a dramaturgia surge de um processo sensível sobre o que o corpo do ator deseja contar.

Em “Eldorado”, sua mais recente criação solo, Okamoto começou a pesquisar objetos, o que o levou ao instrumento da rabeca e, posteriormente, ao universo dos rabequeiros. Após a observação e convívio com instrumentistas de pequenas cidades do interior paulista, o ator construiu seu repertório de ações, que revelou a figura de um rabequeiro cego, mote para a dramaturgia do espetáculo.

“No decorrer do trabalho, percebi que estava fazendo um cego. Por isso, imaginei que ele caminhava muito. Ao mesmo tempo, quando eu tocava a rabeca nos ensaios, fixava os dois pés no chão. Então intuí uma narrativa: é um cego que está buscando alguma coisa, como um Eldorado”, conta.

“Na relação com o instrumento, ele poderá encontrar alguma pista, pois, quando tocava, fixava-se em algum lugar. Então, não foi uma narrativa que eu premeditei, mas uma tentativa de ler a narrativa que meu corpo contava. Portanto, não se trata propriamente de ensaiar a peça, mas revelar a peça que já está no meu corpo”, completa.

Com tal esboço de enredo em mente, Okamoto convidou o dramaturgo Santiago Serrano para criar breves textos, que eram trabalhados posteriormente por ele, sozinho na sala de ensaio. Durante quase um ano, a dupla trabalhou à distância. “O bom dele não me ver em cena é que propunha coisas muito diferentes do que eu estava fazendo. E isso me levava a lugares muito mais inusitados, o que tornava nossa criação um atrito difícil, mas bem mais interessante”.


“Eldorado”, sábado 3 de julho e domingo 4 de julho as 21 hs.
No Galpão Cine Horto: rua Pitangui, 3.613, Horto