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sábado, 29 de noviembre de 2014

Estreno de FRONTERAS en Teatro Pan y Arte



El Teatro Pan y Arte de Buenos Aires acoge el 15 de noviembre el estreno de 'Fronteras' de Santiago Serrano a cargo de la compañía Grupo Mestizaje Teatral, cuatro únicas funciones, los días 15, 22 y 29 de noviembre y 6 de diciembre.

Matias De Padova y Fagner Pavan son los intérpretes de 'Fronteras' obra de Santiago Serrano que estrena la compañía GrupoMestizaje Teatral en el Tearo Pan y Arte de Buenos Aires el 15 de noviembre. 'Fronteras' pone en escena a Tonito y Pascual, dos desconocidos que llegan al punto de cruce entre dos fronteras. El tiempo pasa y ningún funcionario acude a atenderlos.
Ambos, con sus enormes diferencias personales, de vida anterior y de cosmovisión del mundo, se encuentran detenidos en un no-espacio en común que servirá para establecer entre ellos una relación intensa que los modificará. Fronteras habla de los límites geográficos y geopolíticos, pero también ahonda sobre las fronteras entre la vida y la muerte, el sueño y la vigilia, lo femenino y lo masculino, el autor y el receptor, la identidad personal y la alteridad .
En la historia universal el fenómeno del desplazamiento de personas, en busca de la tierra prometida dónde concretar sus sueños, ha estado siempre presente, pero en la pos modernidad se ha intensificado y el concepto de frontera ha tomado un enorme protagonismo. La supuesta globalización, sólo en el marco del discurso, se opone a la dureza impenetrable del tránsito de personas de un territorio a otro. Para nuestro grupo de trabajo es pertinente reflexionar sobre esta cuestión, sobre la identidad, los vínculos interpersonales y la posibilidad o no de comunicación entre los seres humanos.
La obra "Fronteras", escrita hace casi diez años y aún no representada, fue traducida y estrenada en Brasil por el Grupo Cena y recorrió los principales festivales de ese país, bajo la dirección de Guilherme Reis. También, se presentó en teatro semimontado organizado por el grupo IATI en la ciudad de Nueva York durante un ciclo de autores de América Latina. Así mismo, se presentó en dos oportunidades en la Universidad Sthendhal de Grenoble interpretada por el Atelier Théatre del Departamento de Español de la Univesidad Stendhal de Grenoble, bajo la dirección de Cristina Breuli.
Ficha técnico artística
Dramaturgia:
Santiago Serrano
Actúan:
Matias De Padova y Fagner Pavan
Vestuario:
Mariela Solari
Escenografía:
Mariela Solari
Diseño de luces:
Adrián Cintioli
Música:
Matías Nuñes
Dirección:
Santiago Serrano

martes, 27 de abril de 2010

Crítica de FRONTEIRAS em Rio de Janeiro


Por Elvira Vigna
http://aguarras.com.br/2010/04/27/santiago-serrano/

A peça Fronteiras tem texto de psicanalista (o argentino Santiago Serrano). Daí você ficar sem saber se se trata de fronteira geográfica ou metafórica. E daí isso não ter a menor importância. Importa é a sensação de que você pode (ou não pode) passar para o lado de lá – o lá podendo ser algo que você nunca fez, alguém de quem você se aproxima pela primeira vez.

São dois os personagens, um vivido, outro ingênuo. Esperam um trâmite burocrático, um funcionário que os faça passar de um lado da fronteira para outro. Nessa espera, sem nada para fazer e sem simpatias especiais que os unam, ocupam o tempo com histórias. É um deles que conta suas aventuras com mulheres para o outro, que no início apenas escuta. Depois pede pela repetição das narrativas. Oferece recompensas (biscoitinhos) para obter as palavras de que tanto gosta. As mesmas palavras, sempre. Pois quem conta, conta sempre do mesmo jeito. Quando não o faz, aquele que escuta reclama. Exige que o sonho de tomar para si as aventuras do outro não seja perturbado por mudanças de sintaxe. No fim, aquele que antes só escutava conta ele mesmo, de cor, as histórias que ouviu tantas vezes. Conta quase igual, mas com ênfase redobrada. O dono inicial das histórias se insurge com essa sociedade em suas memórias e diz que mentiu o tempo todo. Que a mocinha pura e virginal que a ele se entregou na verdade era uma puta e usava maquiagem pesada. Os dois brigam. Como assim? Aquele que só escutava se indigna de o primeiro denegrir a honra da moça por quem, agora, ele também é apaixonado. Conflito. E os papéis se invertem. Quem escutava agora acrescenta mais detalhes, na sua defesa da moça inventada. E quem escuta embevecido é quem de fato a conheceu. E até nos nomes, eles passam a se chamar pelos nomes trocados.

É essa a peça.

Quem escreve sabe. Se o que você fizer for bom, o leitor deverá estar presente no texto. A história será a história do leitor tanto quanto é sua. É isso escrever bem. E pintar. E, provavelmente, fazer música. Você apresenta uma maneira nova de o fruidor da tua arte entender algo que já é dele antes. Daí o encabulamento de ver o próprio nome ali, assinando aquilo que você sabe que pertence a mais gente. Daí a dificuldade em dar autógrafo, posar para foto. Se for bom, não é só seu.

O diretor é Guilherme Reis. O cenário é de Gustavo Magalhães e Dani Estrela e é bem clean, feito de lona de caminhão meio suja, usada. Luz de Dalton Camargos. O som eu não sei de quem é mas é bem bom. Lá pelas tantas passa um vento, passa uma música, uma revoada de patos? O que passa é um tempo, e é difícil isso, de fazer, no som, um tempo.

Os atores são Chico Sant’Anna (no papel de Tonito) e Sérgio Fidalgo (no de Pascual). E se você me perguntar qual dois dois é o contador original de histórias, e quem as escutava, eu não vou mais saber. Não importa. Como você vê, a peça é muito bem feita. E eu também entrei nela.


Elvira Vigna é escritora e crítica de arte, com formação em letras e arte, e mestrado em teoria da significação pela UFRJ. Último livro publicado: "Nada a dizer", 2010, Companhia das Letras.

viernes, 23 de abril de 2010

FRONTEIRAS no Rio de Janeiro



Brasília 50 anos - grupo de teatro brasiliense no Viradão Carioca

Tem brasiliense se apresentando no Rio de Janeiro esse fim-de-semana.

A Visão.Arte continua a comemoração pelos 50 anos da capital do Brasil, e hoje falaremos da peça Fronteiras, do argentino Santiago Serrano. Em montagem do Grupo Cena, de Brasília, o espetáculo se apresenta de 22 a 25 de abril no Rio de Janeiro, fazendo parte do Viradão Carioca {aguarde matéria aqui na revista eletrônica}.

Todo ser humano tem fronteiras individuais, mas, como transpô-las? É esse o desafio escrito por Santiago Serrano, dirigido por Guilherme Reis, e encenado por Chico Sant'Anna e Sérgio Fidalgo - dois dos mais conceituados atores de Brasília.

Espetáculo Fronteiras
Data: 22 a 25 de abril
Horário: 19h30
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Teatro de Arena
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 Centro-RJ (próximo à estação Carioca do Metrô).
Telefone: (21) 2544-7666
ENTRADA FRANCA. Integra a programação do Viradão Cultural Carioca

http://visaoarte.com.br/revista/post.php?id=78

jueves, 22 de abril de 2010

FRONTEIRAS no Rio




Fronteiras
Sala: Teatro de Arena
Duração: 60 min
Censura: 12 anos
Gênero: Drama
Cotação: (Sem avaliação)
Mais informações: de Santiago Serrano. Direção de Guilherme Reis

Resenha de VEJA Rio
Segundo espetáculo da Mostra Grupo Cena, encenada pela trupe teatral de Brasília com 25 anos de estrada. No drama escrito pelo autor argentino, Chico Sant'Anna e Sérgio Fidalgo interpretam os personagens Tonito e Pascual, protagonistas de diversas situações que retratam questões relacionadas à dificuldade de comunicação, à perda da identidade e ao vazio existencial. Embora pareçam um tanto densas, as situações têm pitadas de humor, que lembram clássicos como Esperando Godot, de Samuel Beckett, ou as desventuras de Dom Quixote e Sancho Pança, de Cervantes. Integra a programação do Viradão Carioca.

http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/teatro/-13818

viernes, 3 de julio de 2009

FRONTEIRAS em Brasilia


CORREIO BRAZILIENSE

Brasilienses na roda


O Palco Sesc Giratório começa com dois espetáculos de Brasília: Fronteiras, de Guilherme Reis, e As ridículas de Molière, de Miriam Virna, revezam-se neste sábado e domingo entre os teatros Garagem (913 Sul) e Paulo Autran (Taguatinga). Peça de sucesso de Santiago Serrano, Fronteiras — que será apresentada sábado, às 20h, no Sesc Garagem, e domingo, às 20h, no Paulo Autran — segue o bem-sucedido caminho, com escala nos principais teatros das cidades e em alguns festivais. Em cena, Sérgio Fidalgo e Chico Sant’Anna dão show de interpretação. Depois de temporada no Rio, As ridículas de Molière volta com elenco aquecido para ocupar no sábado, às 20h, o Paulo Autran, e domingo, às 17h, o Sesc Garagem. O ingresso deve ser trocado por um quilo de alimento não perecível (exceto sal). Informações: 0800617617 ou www.sescdf.com.br.

viernes, 12 de junio de 2009

Critica de FRONTEIRAS por J.C. MILLER JRS.

Mudei minha programação (em função da virose) e para poder ver um segundo texto do dramaturgo argentino Santiago Serrano.


FRONTEIRAS

Novamente uma estréia...

E por isso a sonoplastia ainda necessitando ser afinada.


O fio condutor passa por: desesperança. desespero, frustração, humilhação... deficiência de serotoninas.

Serrano propõe reflexões sobre os limites existentes nas relações pessoais, chegando próximo da solidão coletiva e a impossibilidade do convívio humano.
A narrativa é apoiada por uma carpintaria cênica embasada em diálogos rápidos e silêncios longos: pontuais que vão a um crescente que chega a indiferença.

Não obstante a profundidade reflexiva é um trabalho leve, imagino que pelas sugestões de Guilherme Reis na construção de caminhos. Nessas propostas de caminhos (contaminadamente) senti uma tênue presença de Eldorado.

Cenografia simplíssima quase despretensiosa, porem magistralmente executada e que possui presença fundamental sendo uma “mega escada” para os (bons) atores Chico Sant’Anna (Tonito) e Sérgio Fidalgo (Pascual).

O embate entre os personagens é complexo e até cruel, as metáforas sofisticadíssimas e de difícil compreensão... O texto nos propõe inúmeras “leituras” simultâneas.

O cinismo do inicio acaba por tornar-se pueril, vem escatologicamente, que eu senti como uma regressão ao útero... cumpriu seu papel e uniu heroicamente Tonito e Pascual.A exploração do universo feminino possui claramente o “olhar” do “macho alfa” em uma postura de profunda ancestralidade, mas mesmo assim é quando o texto demonstra sua maior força.Há um aroma de Cervantes em alguns momentos, mas é tênue e até agradável.

Senti-me só!!!
J.C. MILLER Jrs.
Link com fotos de ELDORADO:

FRONTEIRAS ENTRE PESSOAS



O Grupo Cena apresenta, hoje e amanhã, o espetáculo “Fronteiras”, com direção de Guilherme Reis e atuação de Chico Sant’Anna e Sérgio Fidalgo. A montagem é uma adaptação da obra homônima do dramaturgo e psicanalista argentino Santiago Serrano, que já teve outro texto de sua autoria, “Dinossauros”, interpretado pelo grupo em 2005 e apresentada no FILO em 2006. Encenado pela primeira vez no Brasil, “Fronteiras” discute com humor e sensibilidade as barreiras invisíveis que afastam os indivíduos e dificultam as relações humanas, além de refletir sobre a indiferença que sustentamos em relação aos outros. Tonito e Pascual, interpretados respectivamente por Sant’Anna e Fidalgo, são personagens do cotidiano que, a princípio, se desconhecem, mas aos poucos dialogam e revelam suas identidades e experiências. Ambos protagonizam situações corriqueiras sobre falhas de comunicação e vazio existencial, pontuando tudo com poesia e humor, o que singulariza a narrativa. O embate dos personagens proporciona momentos de forte dramaticidade à medida que a história se desenvolve.


FICHA TÉCNICA

Texto: Santiago Serrano

Tradução: Guilherme Reis e Carmem Moretzsohn

Direção: Guilherme ReisElenco: Chico Sant’Anna e Sérgio Fidalgo

Direção de cena: Dimer Monteiro

Desenho de luz: Dalton Camargos

Cenografia: Gustavo Magalhães e Dani Estrela

Produção: Nalva Sysnandes


SERVIÇO

Espetáculo: “Fronteiras”Grupo Cena (Brasília – DF)

Dias: 12 e 13 de junho

Horário: 21 horas

Local: Teatro Vila Rica (Rua Piauí, 211)

Duração: 50 minutos

Classificação: Teatro Adulto

Faixa Etária: 12 anos

Fonte: Texto: Assessoria de Imprensa FILO/ Foto: Divulgação

FRONTEIRAS em o Festival Internacional de Londrina- FILO

Sérgio Fidalgo

As relações humanas e a indiferença são os temas do espetáculo “Fronteiras”, que grupo Cena, de Brasília, apresenta hoje e amanhã no Filo. O trabalho surgiu a partir do texto do psicanalista e dramaturgo argentino, Santiago Serrano, que fala das divisões profundas entre os seres humanos. O texto de Fronteiras é considerado uma narrativa crescente e apoiada na construção dos diálogos. Trata-se de uma reflexão sobre convívio mais íntimo, muitas vezes mutilado pela indiferença. Todo o espetáculo é mantido pelos atores Chico Sant’Anna e Sérgio Fidalgo, que foram definidos como os protagonistas ideais para o texto.

Chico Sant’Anna

martes, 2 de junio de 2009

FRONTEIRAS- em Brasilia e em festivais internacionais


De 14 a 24 de maio, o Espaço Cena será palco não só de uma peça de teatro, mas também de uma reflexão profunda e bem humorada sobre o contato entre as pessoas. É o espetáculo Fronteiras, de autoria de Santiago Serrano e dirigido por Guilherme Reis. Quem for ao Espaço às 19h30 poderá conferir a atuação de Chico Sant’anna e Sérgio Fidalgo. Eles interpretam os personagens Tonito e Pascual, respectivamente, dois desconhecidos que se encontram em um espaço indefinido onde aguardam a vez de passar para o outro lado de uma fronteira invisível.

O ator Sérgio Fidalgo explica que para o seu personagem, Pascual, a situação é nova. Ele aguarda impaciente a chegada de funcionários que o ajudem a atravessar a fronteira. Já o personagem Tonito já vivenciou experiências semelhantes, compreende melhor como tudo funciona. Durante a longa espera, os personagens começam a interagir de tal forma que um se apossa da personalidade do outro.
“No começo ele (Pascual) é ansioso, inseguro, se vê em uma situação onde fica completamente na mão do outro. No final, ele adquire a tranquilidade e segurança de Tonito”, conta Sérgio. O ator ressalta, ainda, que os dois passam a ocupar até mesmo fisicamente o espaço um do outro.

Ideia concebida

“Você teria um texto para nós?”. Sérgio Fidalgo recorda que foi assim, em tom de brincadeira, que ele e seu companheiro de palco Chico Sant’anna perguntaram se o autor argentino Santiago Serrano tinha algum texto para eles. A resposta foi positiva e três anos depois a peça Fronteiras já estava montada e estreava no 15º Janeiro dos Grandes Espetáculos, em Recife.

Segundo Sérgio, já está sendo preparada uma turnê da peça pelo país em 2010. Mas antes, Fronteiras será apresentada no Festival Internacional de Londrina (Filo), em junho, e no Festival Internacional de Teatro (FIT) de São José do Rio Preto, em julho. Também em julho o espetáculo volta a Brasília, como parte do projeto Palco Giratório do Sesc, quando será apresentado em Ceilândia e Taguatinga.

ServiçoLocal: Espaço Cena, 205 Norte, Bloco C
Data: 14 a 24 de maio, de quinta a domingo
Horário: 19h30
Ingressos: R$20 inteira e R$10 meia
Classificação Indicativa: 12 anos
Escrito por Mariana Niederauer

miércoles, 27 de mayo de 2009

Dos obras seleccionadas para el Festival Internacional de Londrinas - FILO

He tenido el honor que dos de mis obras fueran seleccionadas en el Festival Internacional de Londrinas.

A continuación la ficha tecnica de ambas:




ELDORADO


Eduardo Okamoto (Campinas – SP )
6,7 de junho de 2009.

Horário: 19 horas

Diretor: Marcelo Lazzaratto

Dramatugia: Santiago Serrano

Classificação: Teatro Adulto

Faixa Etária: Livre

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Zaqueu de Melo Avenida Rio de Janeiro, 413

Acompanhado de sua rabeca, um cego busca o que nenhum homem jamais pôde encontrar: Eldorado. O espetáculo nasce da observação do cotidiano de rabequeiros de Iguape e Cananéia (SP), a partir de causos, músicas, ações, gestos e vozes. Fala de territórios de viagem, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias, onde todo homem é único e igual aos demais.






FRONTEIRAS

Grupo Cena (Brasília-DF )
12,13 de junho de 2009.

Horário: 21 horas

Diretor: Guilherme Reis

Autor: Santiago Serrano

Classificação: Teatro Adulto

Faixa Etária: Maiores de 12 anos

Duração: 50 minutos

Local: Teatro Vila Rica Rua Piauí, 211 (Galeria Vila Rica)

Dois indivíduos que não se conhecem aguardam para atravessar uma fronteira invisível. Tonito e Pascual são figuras comuns, com lembranças e sonhos que, aos poucos, vão se revelando em diálogos carregados de graça e sensibilidade. São personagens que podem estar sentados agora, em qualquer ônibus, em qualquer banco de qualquer praça, em qualquer fronteira, esperando.

lunes, 18 de mayo de 2009

FRONTEIRAS em Brasilia


Como quebrar as fronteiras individuais e permitir a aproximação do outro? Como aceitar as diferenças? O que é possível fazer para encarar os limites e as barreiras que nos afastam do outro e de nós mesmos? A partir destas idéias, o dramaturgo argentino Santiago Serrano concebeu o texto de Fronteiras, espetáculo que cumpre temporada de 14 a 24 de maio de 2009, no Espaço Cena, em Brasília.O espetáculo coloca em cena dois indivíduos que aguardam para atravessar uma fronteira invisível. Os dois não se conhecem e, a princípio, também não se entendem. Aos poucos, vão se revelando, trocando experiências, narrativas e, muitas vezes, identidades. Num clima que lembra, em alguns momentos, o mestre do absurdo Samuel Beckett, em Esperando Godot e, em outros, as desventuras de Dom Quixote e Sancho Pança, de Cervantes, o dramaturgo Santiago Serrano faz seus personagens esperarem infinitamente. Mas esta espera é apresentada sempre num tom de humor irresistível.
Fronteiras já foi apresentada no Janeiro dos Grandes espetáculos, em Recife, e se prepara para se apresentar no Festival Internacionais de Londrina (FILO), durante o mês de junho. Em julho, o espetáculo participará do FIT São José do Rio Preto e de projeto do SESC, em Taguatinga e Ceilândia.
De 14 a 24/05. Horário: Quinta a Domingo, às 19h30 Endereço: Espaço Cena Endereço: 205 Norte Bloco C Ingressos: R$20,00 e R$10,00 (meia)
Classificação indicativa: 12 anos
Informações: 3349-3937

miércoles, 13 de mayo de 2009

FRONTEIRAS EM BRASILIA


Grupo Cena apresenta Chico Sant’Anna e Sérgio Fidalgo em Fronteiras, de Santiago Serrano, com direção de Guilherme Reis
Local: Espaço Cena - 205 Norte, bloco C, loja 25, - Asa Norte - 3349-3937
Data: Quinta a Domingo, às 19h30
Preço inteira: R$ 20Preço meia: R$ 10
De: 14/05/2009Até: 24/05/2009Informações: 3349-3937
Crítica
Fronteiras -Teatro potente
Sérgio Maggio
Da equipe do Correio


A linha imaginária que divide pátria indigna de seus cidadãos de utópica nação vizinha é marcada pela humilhação, frustração, desespero e desesperança. Os que sonham em entrar num mundo em que se oferecem oportunidades nas vitrines costumam ser espalmados como “moscas” renitentes em torno da iguaria. Com poesia e sensibilidade, o dramaturgo e psicanalista argentino Santiago Serrano parte da violenta condição de quem se refugia para discutir as barreiras e os muros erguidos ao meio das relações humanas. Texto de narrativa crescente e apoiado na arquitetura dos diálogos, Fronteiras é reflexão para pensar no convívio mais íntimo, muitas vezes mutilado pela indiferença ao outro. Essa obra, rara em sua leveza, ganha o palco do Espaço Cena (205 Norte) pelas mãos sensíveis do diretor Guilherme Reis. Da cenografia emocionante só de fitá-la (trabalho em lona de caminhão oxidada com limalha de ferro, executado por Gustavo Magalhães e Dani Estrela) à luz de Dalton Camargos, que no espetáculo funciona como as primeiras palavras, Fronteiras é montagem que arrasta a platéia com os olhos. Difícil se reter no movimento do texto erguido no corpo dos atores Chico Sant’Anna (Tonito) e Sérgio Fidalgo (Pascual).
Em duelo que cresce vertiginosamente quando os dois contracenam, os intérpretes ficam à altura da complexidade de alegorias associadas aos personagens da dramaturgia de Santiago Serrano. Sérgio Fidalgo, sobretudo, aproveita cada segundo de pulsão de Pascual. A interpretação (corpo/voz/composição) consegue agrega-se ao ritmo natural da narrativa de tal forma que fica una e indissociável da matriz dramatúrgica. É, sem dúvida, um dos melhores trabalhos desse ator, marcado em Brasília pela participação mais coadjuvante. Com personagem que se desmonta ao longo do fluxo narrativo, Chico Sant’Anna estabelece momentos de forte dramaticidade no jogo com Sérgio, mas apresenta certa artificialidade para conduzir o difícil processo de transmutação de Tonito, que começa exageradamente cínico nos primeiros minutos, para depois brincar como menino. A afinação natural da temporada deve ajustar o que parece ser uma sintonia fina no potente duelo que os atores constroem, principalmente, na segunda jornada (a da narrativa compartilhada dos atores sobre amores femininos), ápice do texto. Candidato a repetir o sucesso nacional de Dinossauros, também de Santiago Serrano/Guilherme Reis, Fronteiras provoca o espectador em seqüências de intenções detalhadas (olhares, gestos), num trabalho de direção de cena orientado por Dimer Monteiro. Na afinação, Fronteiras deve uma sonoplastia mais trabalhada às imagens sugeridas pela dramaturgia, que poderiam ressaltar ainda mais momentos memoráveis como a passagem de revoada de patos e a luta contra o vento numa remissão ao clássico Dom Quixote. Ao final, a montagem mexe, inquieta e modifica sem precisar reproduzir o hostil território das fronteiras, sejam geográficas, sejam interpessoais. (SM)

domingo, 3 de mayo de 2009

Espetáculo ‘Dinossauros’ volta à Brasilia




O dramaturgo argentino Santiago Serrano está exultante. De Buenos Aires, ele expressa a felicidade pela volta de Dinossauros à cidade (há uma versão também em cartaz em Vitória). “Brasília sempre me deu frutos”, comemora. Neste sábado (02/05), a peça retorna ao palco do Espaço Cena (205 Norte), oferecendo ao espectador brasiliense a chance de ver (ou rever) uma das melhores montagens produzidas na cidade nos últimos anos. Com direção de Guilherme Reis, o encontro de dois estranhos numa madrugada já correu o país em festivais e arrancou críticas entusiasmadas. No palco, Murilo Grossi e Carmem Moretzsohn constróem espetáculo poético e emocionante a partir de texto humanista. Numa montagem que privilegia o trabalho de ator e o texto, os dois intérpretes erguem uma história de esperança, cena a cena. Carmem é Silvina, mulher solitária que passa por cima dos desejos para zelar pelos outros. Murilo vive Nicolas, homem esgotado por um amor que chegou ao fim. Cara a cara, eles se entregam com a cumplicidade da plateia. “Quem não viu a montagem tem que aproveitar essa temporada, que emenda com Fronteiras, outro texto de Santiago”, aponta Guilherme Reis. Dinossauros fica em cartaz até o dia 10 — sábado, às 21h, e, domingo, às 20h —, enquanto Fronteiras (com Chico Sant’Anna e Sérgio Fidalgo) ocupa os outros dois fins de semana (de quinta a domingo), até 24 de maio. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (inteira). Não recomendado para menores de 12 anos.



Sérgio Maggio


domingo, 26 de abril de 2009

Salve, querida Brasilia

El siguiente comentario fué realizado por el gran crítico teatral de Brasilia Sérgio Maggio en el Blog CriCri:





"Salve Santiago Serrano"


Coube ao encenador Guilherme Reis apresentar o dramaturgo argentino Santiago Serrano ao público brasiliense. Duplamente, ele montou Dinossauros e Fronteiras, reunindo adorável quarteto de atores (Murilo Grossi, Carmem Moretzshon, Sérgio Fidalgo e Chico Sant´Anna) em montagens nas quais texto e ator se sobrepõem aos artefatos cênicos. Agora, as duas peças estarão de volta ao Espaço Cena (206 Norte) em oportunidade única para apreender a sensível arquitetura dramatúrgica de Santiago Serrano.
Eu tive a honra de fazer um workshop de dramaturgia com Santiago Serrano, na vinda dele ao Cena Contemporânea em 2006. Ali, entendi como a dramaturgia podia fluir do meu corpo para o palco numa experiência para a vida.
Santiago Serrano, um incentivador de novos dramaturgos, leu dois textos que fiz. Cabaré das Donzelas Inocentes, que será montado em novembro deste ano no CCBB, e Infinito sobre dois, ainda inédito. O que ele falou pra mim criticamente me fez caminhar com as palavras rumo ao palco. Que assim seja, mestre!
Sérgio Maggio

jueves, 8 de enero de 2009

FRONTERAS en Pernambuco (Brasil)



ENERO DE GRANDES ESPECTÁCULOS EN PERNANBUCO- BRASIL

La mayor y mas importante muestra de artes escénicas del Estado de Pernambuco conmemora su decimaquinta edición del 14 al 31 de enero de 2009.

Teatro Apolo

Dias 16 y 17 de enero de 2009, a las 19h
Fronteiras (Grupo Cena / DF)
Texto: Santiago Serrano. Traducción: Carmem Moretzsohn e Guilherme Reis. Dirección: Guilherme Reis. Con mucho humor, dos indivíduos que no se conocen y aguardan para atravezar una frontera invisíble de a poco se van descubriendo el uno al otro. La obra aborda cuestiones relacionadas a la dificultad de comunicación, a la perdida de identidad y al vacio existencial.

CRÍTICA - FRONTEIRAS
Teatro potente

Sérgio Maggio
Da equipe do Correio

A linha imaginária que divide pátria indigna de seus cidadãos de utópica nação vizinha é marcada pela humilhação, frustração, desespero e desesperança. Os que sonham em entrar num mundo em que se oferecem oportunidades nas vitrines costumam ser espalmados como “moscas” renitentes em torno da iguaria. Com poesia e sensibilidade, o dramaturgo e psicanalista argentino Santiago Serrano parte da violenta condição de quem se refugia para discutir as barreiras e os muros erguidos ao meio das relações humanas. Texto de narrativa crescente e apoiado na arquitetura dos diálogos, Fronteiras é reflexão para pensar no convívio mais íntimo, muitas vezes mutilado pela indiferença ao outro.

Essa obra, rara em sua leveza, ganha o palco do Espaço Cena (205 Norte) pelas mãos sensíveis do diretor Guilherme Reis. Da cenografia emocionante só de fitá-la (trabalho em lona de caminhão oxidada com limalha de ferro, executado por Gustavo Magalhães e Dani Estrela) à luz de Dalton Camargos, que no espetáculo funciona como as primeiras palavras, Fronteiras é montagem que arrasta a platéia com os olhos. Difícil se reter no movimento do texto erguido no corpo dos atores Chico Sant’Anna (Tonito) e Sérgio Fidalgo (Pascual).

Em duelo que cresce vertiginosamente quando os dois contracenam, os intérpretes ficam à altura da complexidade de alegorias associadas aos personagens da dramaturgia de Santiago Serrano. Sérgio Fidalgo, sobretudo, aproveita cada segundo de pulsão de Pascual. A interpretação (corpo/voz/composição) consegue agrega-se ao ritmo natural da narrativa de tal forma que fica una e indissociável da matriz dramatúrgica. É, sem dúvida, um dos melhores trabalhos desse ator, marcado em Brasília pela participação mais coadjuvante.

Com personagem que se desmonta ao longo do fluxo narrativo, Chico Sant’Anna estabelece momentos de forte dramaticidade no jogo com Sérgio, mas apresenta certa artificialidade para conduzir o difícil processo de transmutação de Tonito, que começa exageradamente cínico nos primeiros minutos, para depois brincar como menino. A afinação natural da temporada deve ajustar o que parece ser uma sintonia fina no potente duelo que os atores constroem, principalmente, na segunda jornada (a da narrativa compartilhada dos atores sobre amores femininos), ápice do texto.

Candidato a repetir o sucesso nacional de Dinossauros, também de Santiago Serrano/Guilherme Reis, Fronteiras provoca o espectador em seqüências de intenções detalhadas (olhares, gestos), num trabalho de direção de cena orientado por Dimer Monteiro. Na afinação, Fronteiras deve uma sonoplastia mais trabalhada às imagens sugeridas pela dramaturgia, que poderiam ressaltar ainda mais momentos memoráveis como a passagem de revoada de patos e a luta contra o vento numa remissão ao clássico Dom Quixote. Ao final, a montagem mexe, inquieta e modifica sem precisar reproduzir o hostil território das fronteiras, sejam geográficas, sejam interpessoais. (SM)