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viernes, 10 de agosto de 2012
jueves, 6 de octubre de 2011
domingo, 1 de mayo de 2011
ELDORADO -FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO RUÍNAS CIRCULARES – 3ª. EDIÇÃO.

FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO RUÍNAS CIRCULARES – 3ª. EDIÇÃO.
A Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) orgulham-se em oferecer mais uma vez à cidade um acontecimento da magnitude do Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares, agora em sua terceira edição.
A cada ano, lançamos o Festival trazendo em sua estrutura algum elemento de inovação, como o foi na edição de 2010, quando deu-se início a realização do Seminário Nacional de Pesquisa em Teatro e das Noites Performáticas. A articulação dos dois eventos, artístico e acadêmico, é uma forma de concretizar em sua base o princípio que norteia a própria presença paradoxal da arte na sede da razão, qual seja, o de que teoria e prática não se distinguem, estando dialeticamente uma embutida na outra.
Nesse ano, propusemos duas inovações que vão enriquecer o acontecimento do festival e do seminário: a instituição de um eixo temático e de um maior espaço dedicado à crítica – tanto em formatos experimentais quanto de forma mais especializada. Essas tentativas são respostas a um projeto estético-político mais ambicioso que visa estimular efetivamente o debate, a reflexão e a avaliação críticas. O eixo temático em torno do qual gira a maior parte das atividades programadas é: “o ator e a cena contemporânea”, tema amplo que busca estabelecer um diálogo mais próximo com as questões estéticas que estão mobilizando nossos pares nesses tempos de “pós-tudo”. Já os “Diálogos Críticos” propõem um acompanhamento de todas as atividades do Festival, focando seu olhar “a partir do repertório e da experiência artística vivenciada pelo público do festival”, ou seja, partindo da recepção da obra e não de sua concepção, como ressalta o projeto dos integrantes do coletivo de crítica Bacante. Em contraponto a essa proposta mais livre, contaremos também com a presença de representante da crítica formal especializada na figura do crítico de arte do jornal Estado de Minas, Marcelo Avellar. O confronto destes dois pontos de vista para se produzir avaliação crítica certamente será mais um ponto a favor do adensamento do festival.
Na arte do teatro, palco e platéia são cúmplices do mesmo atentado em prol de uma vida plenamente vivida. O teatro tem capacidade de arrebatar o sujeito pela sua própria natureza, por que preenche todos os sentidos humanos. Ali, palavra é sentido e dessentido, é poesia e música, é fonema e imagem; o corpo do ator é escultura, obra de arte divina que esculpe por sua vez o espaço a sua volta, como uma poesia concreta, como uma dança. A metáfora da luz nos ajuda a compreender... luz e sombra, aparecer e desaparecer, revelar e esconder, num moto contínuo do ser e não-ser. O teatro nos aproxima e nos distancia de nós mesmos.
Por mais desconstruída que esteja a cena contemporânea quando se proclama – o fim das unidades clássicas do drama, a explosão do texto dramático (a ponto de qualquer texto ser considerado “teatralizável”) e o redimensionamento do espaço cênico (que avança para todos os lugares); quando o teatro se enamora das formas performáticas, onde age o “actante” e não mais “o ator” (ou ambos); onde antes se “apresenta” ao invés de “representar” (ou ainda os dois, num jogo oscilante de alternâncias com suas múltiplas formas híbridas e radicais); quando todo este estado de coisas questiona na base a própria validade de arte tão artesanal num mundo dominado pelas relações “virtuais” – dois componentes permanecem inquestionáveis e irredutíveis: a presença física e viva do ator e sua relação direta com o espectador (ainda que muitas vezes atravessado por recursos mais avançados da tecnologia midiática). Eis a arte do teatro: plasticidade para os olhos, poesia para os ouvidos, idéias para a mente e alimento para o espírito!
A Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) orgulham-se em oferecer mais uma vez à cidade um acontecimento da magnitude do Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares, agora em sua terceira edição.
A cada ano, lançamos o Festival trazendo em sua estrutura algum elemento de inovação, como o foi na edição de 2010, quando deu-se início a realização do Seminário Nacional de Pesquisa em Teatro e das Noites Performáticas. A articulação dos dois eventos, artístico e acadêmico, é uma forma de concretizar em sua base o princípio que norteia a própria presença paradoxal da arte na sede da razão, qual seja, o de que teoria e prática não se distinguem, estando dialeticamente uma embutida na outra.
Nesse ano, propusemos duas inovações que vão enriquecer o acontecimento do festival e do seminário: a instituição de um eixo temático e de um maior espaço dedicado à crítica – tanto em formatos experimentais quanto de forma mais especializada. Essas tentativas são respostas a um projeto estético-político mais ambicioso que visa estimular efetivamente o debate, a reflexão e a avaliação críticas. O eixo temático em torno do qual gira a maior parte das atividades programadas é: “o ator e a cena contemporânea”, tema amplo que busca estabelecer um diálogo mais próximo com as questões estéticas que estão mobilizando nossos pares nesses tempos de “pós-tudo”. Já os “Diálogos Críticos” propõem um acompanhamento de todas as atividades do Festival, focando seu olhar “a partir do repertório e da experiência artística vivenciada pelo público do festival”, ou seja, partindo da recepção da obra e não de sua concepção, como ressalta o projeto dos integrantes do coletivo de crítica Bacante. Em contraponto a essa proposta mais livre, contaremos também com a presença de representante da crítica formal especializada na figura do crítico de arte do jornal Estado de Minas, Marcelo Avellar. O confronto destes dois pontos de vista para se produzir avaliação crítica certamente será mais um ponto a favor do adensamento do festival.
Na arte do teatro, palco e platéia são cúmplices do mesmo atentado em prol de uma vida plenamente vivida. O teatro tem capacidade de arrebatar o sujeito pela sua própria natureza, por que preenche todos os sentidos humanos. Ali, palavra é sentido e dessentido, é poesia e música, é fonema e imagem; o corpo do ator é escultura, obra de arte divina que esculpe por sua vez o espaço a sua volta, como uma poesia concreta, como uma dança. A metáfora da luz nos ajuda a compreender... luz e sombra, aparecer e desaparecer, revelar e esconder, num moto contínuo do ser e não-ser. O teatro nos aproxima e nos distancia de nós mesmos.
Por mais desconstruída que esteja a cena contemporânea quando se proclama – o fim das unidades clássicas do drama, a explosão do texto dramático (a ponto de qualquer texto ser considerado “teatralizável”) e o redimensionamento do espaço cênico (que avança para todos os lugares); quando o teatro se enamora das formas performáticas, onde age o “actante” e não mais “o ator” (ou ambos); onde antes se “apresenta” ao invés de “representar” (ou ainda os dois, num jogo oscilante de alternâncias com suas múltiplas formas híbridas e radicais); quando todo este estado de coisas questiona na base a própria validade de arte tão artesanal num mundo dominado pelas relações “virtuais” – dois componentes permanecem inquestionáveis e irredutíveis: a presença física e viva do ator e sua relação direta com o espectador (ainda que muitas vezes atravessado por recursos mais avançados da tecnologia midiática). Eis a arte do teatro: plasticidade para os olhos, poesia para os ouvidos, idéias para a mente e alimento para o espírito!
ELDORADO
06 de Maio (Sabado) - 20h - Teatro Rondon Pacheco - _12 anos_
Eduardo Okamoto - Campinas/SP
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.
“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.
“Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.
Ficha Técnica
Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi
Figurino: Verônica Fabrini
Projeto gráfico e fotos projeto gráfico: Alexandre Caetano
Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima
Orientação: Suzi Frankl Sperber
Produção: Daniele Sampaio
Duração: 60 min
Sobre o Artista
É ator graduado em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp. Desde 2000, pesquisa o trabalho de ator sob orientação do Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Teatrais da Unicamp.
Por sua atuação em “ELDORADO”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell 2009 na categoria de Melhor Ator.
Eduardo Okamoto - Campinas/SP
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.
“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.
“Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.
Ficha Técnica
Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi
Figurino: Verônica Fabrini
Projeto gráfico e fotos projeto gráfico: Alexandre Caetano
Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima
Orientação: Suzi Frankl Sperber
Produção: Daniele Sampaio
Duração: 60 min
Sobre o Artista
É ator graduado em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp. Desde 2000, pesquisa o trabalho de ator sob orientação do Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Teatrais da Unicamp.
Por sua atuação em “ELDORADO”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell 2009 na categoria de Melhor Ator.
jueves, 8 de enero de 2009
FRONTERAS en Pernambuco (Brasil)

ENERO DE GRANDES ESPECTÁCULOS EN PERNANBUCO- BRASIL
La mayor y mas importante muestra de artes escénicas del Estado de Pernambuco conmemora su decimaquinta edición del 14 al 31 de enero de 2009.
Teatro Apolo
Dias 16 y 17 de enero de 2009, a las 19h
Fronteiras (Grupo Cena / DF)
Texto: Santiago Serrano. Traducción: Carmem Moretzsohn e Guilherme Reis. Dirección: Guilherme Reis. Con mucho humor, dos indivíduos que no se conocen y aguardan para atravezar una frontera invisíble de a poco se van descubriendo el uno al otro. La obra aborda cuestiones relacionadas a la dificultad de comunicación, a la perdida de identidad y al vacio existencial.
CRÍTICA - FRONTEIRAS
Teatro potente
Sérgio Maggio
Da equipe do Correio
A linha imaginária que divide pátria indigna de seus cidadãos de utópica nação vizinha é marcada pela humilhação, frustração, desespero e desesperança. Os que sonham em entrar num mundo em que se oferecem oportunidades nas vitrines costumam ser espalmados como “moscas” renitentes em torno da iguaria. Com poesia e sensibilidade, o dramaturgo e psicanalista argentino Santiago Serrano parte da violenta condição de quem se refugia para discutir as barreiras e os muros erguidos ao meio das relações humanas. Texto de narrativa crescente e apoiado na arquitetura dos diálogos, Fronteiras é reflexão para pensar no convívio mais íntimo, muitas vezes mutilado pela indiferença ao outro.
Essa obra, rara em sua leveza, ganha o palco do Espaço Cena (205 Norte) pelas mãos sensíveis do diretor Guilherme Reis. Da cenografia emocionante só de fitá-la (trabalho em lona de caminhão oxidada com limalha de ferro, executado por Gustavo Magalhães e Dani Estrela) à luz de Dalton Camargos, que no espetáculo funciona como as primeiras palavras, Fronteiras é montagem que arrasta a platéia com os olhos. Difícil se reter no movimento do texto erguido no corpo dos atores Chico Sant’Anna (Tonito) e Sérgio Fidalgo (Pascual).
Em duelo que cresce vertiginosamente quando os dois contracenam, os intérpretes ficam à altura da complexidade de alegorias associadas aos personagens da dramaturgia de Santiago Serrano. Sérgio Fidalgo, sobretudo, aproveita cada segundo de pulsão de Pascual. A interpretação (corpo/voz/composição) consegue agrega-se ao ritmo natural da narrativa de tal forma que fica una e indissociável da matriz dramatúrgica. É, sem dúvida, um dos melhores trabalhos desse ator, marcado em Brasília pela participação mais coadjuvante.
Com personagem que se desmonta ao longo do fluxo narrativo, Chico Sant’Anna estabelece momentos de forte dramaticidade no jogo com Sérgio, mas apresenta certa artificialidade para conduzir o difícil processo de transmutação de Tonito, que começa exageradamente cínico nos primeiros minutos, para depois brincar como menino. A afinação natural da temporada deve ajustar o que parece ser uma sintonia fina no potente duelo que os atores constroem, principalmente, na segunda jornada (a da narrativa compartilhada dos atores sobre amores femininos), ápice do texto.
Candidato a repetir o sucesso nacional de Dinossauros, também de Santiago Serrano/Guilherme Reis, Fronteiras provoca o espectador em seqüências de intenções detalhadas (olhares, gestos), num trabalho de direção de cena orientado por Dimer Monteiro. Na afinação, Fronteiras deve uma sonoplastia mais trabalhada às imagens sugeridas pela dramaturgia, que poderiam ressaltar ainda mais momentos memoráveis como a passagem de revoada de patos e a luta contra o vento numa remissão ao clássico Dom Quixote. Ao final, a montagem mexe, inquieta e modifica sem precisar reproduzir o hostil território das fronteiras, sejam geográficas, sejam interpessoais. (SM)
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