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jueves, 20 de mayo de 2010

DINOSSAUROS-Temporada curta em Vitoria


Dia 21 e 23 de Maio no Teatro Galpão äs 20 horas, apresentação da peça "Dinossauros"... ou ainda é hoje.

lunes, 15 de marzo de 2010

Materia sobre DINOSSAUROS no 4º Festival de Teatro de Vitória- 2008


Encontrei esta materia escreta em 2008 durante o 4º Festival de Teatro de Vitória.
http://multivolodeteatro.blogspot.com/2010/03/festival-de-teatro-de-vitoria-diversao.html

Achei interessante ja que Dinossauros vai voltar a fazer temporada. Vai estar em Rio de Janeiro em abril.




Festival de Teatro de Vitória: diversão e reflexão / 2008
Charlaine Rodrigues OVERMUNDO
Vila Velha, ES - 8/11/2008

Resumo: 4ª versão do festival nacional de teatro promoveu o encontro de vários estilos e épocas do teatro. O público teve acesso ao que é de melhor no teatro do Brasil que não passa pelo circuito de apresentações anuais no Espírito Santo.

Foram nove dias de intensa movimentação das artes cênicas em Vitória. O festival realizado entre os dias 13 e 21 deste mês, promoveu oficinas, debates e apresentações de várias vertentes do teatro brasileiro, nas ruas e nos palcos. Muitas das peças apresentadas são de grupos inéditos no estado e que provavelmente não chegariam sem que um festival promovesse esse encontro, como o grupo Cena Brasília que apresentou a peça “Dinossauros”: “Estamos muito felizes com a oportunidade de vir a Vitória, o público merece teatro”, afirma o diretor da peça Guilherme Reis. Pensando nisso, fomos conferir as principais peças visitantes que lotaram todos os teatros da capital.

A peça que abriu o festival foi a belíssima “Gota D’água”, da Primeira Página Produções, do Rio de Janeiro. O musical que é uma releitura da tragédia grega Medéia, de Eurípedes e encheu os olhos e os corações do público com alegria, bom humor e, ao mesmo tempo, dor por acompanhar o drama de Joana, uma mulher de aproximadamente 40 anos que se casou com Jazão, um rapaz dez anos mais jovem. Joana se vê trocada por uma mulher mais nova e rica e, com isso, sofre e busca vingança. A releitura foi escrita por Chico Buarque e Paulo Pontes. Ambientada no Rio de Janeiro, a peça lança mão do universo do samba no qual Jazão é um jovem sambista que quer vencer na vida pela música. O drama mostra os jogos de poder, as dificuldades da periferia, o desejo de justiça em todas as camadas da vida humana, sejam, sociais ou emocionais. Esses desejos são representados pelo coro de vizinhos e amigos do casal que permanecem quase que todo o tempo em cena. Com a entrada de Izabela Bicalho, interpretando Joana, a peça ganha toda a densidade de uma tragédia. A forma de andar, a expressão de dor em cada marca de seu rosto e corpo à beira da loucura por não conseguir fazer mais nada, já que, como toda tragédia grega, o ser humano está à mercê do destino e todo aquele que vai contra ele, paga pela sua ignorância. Joana representa um dos maiores desafios da mulher no qual o tempo, culturalmente, parece ser mais implacável para elas. Izabela é dona do tempo quando atua e, junto com o restante do elenco tem a força para levar o público para onde quiserem. A direção explorou todos os níveis possíveis do palco, do chão a quase o teto do teatro. A posição de pequenas escadas decretava os ambientes das cenas e diversas cores e formas foram exploradas.

O Espetáculo “Amargo Siciliano”, do Grupo Tapa, de São Paulo, se apresentou na terça-feira. Baseado em contos do dramaturgo Pirandello, três histórias foram condensadas em uma peça. Ela busca uma aproximação com o estilo realista, mas não é fiel ao extremo. Não seria justo rotulá-la como realista já que utiliza elementos contemporâneos, principalmente em nossa era pós-moderna em que os rótulos estão caindo. A preocupação com a palavra e a linguagem formal ditam o clima da peça, que, muitas vezes, torna-se linear. Os momentos de humor são certeiros e didáticos. Os próprios atores mudam as disposições do cenário, criando outros ambientes. Isso mostra um grande amadurecimento do teatro quando este assume sua precariedade e faz disso linguagem e arte. Além de Armargo Siciliano o Grupo Tapa, de São Paulo, também apresentou a peça “Camaradagem” no festival.

“Anatomia humana de Vico e Campanela”, da Cia. K, de Belo Horizonte, brinca com a linha limite que separa a grande inteligência da loucura. Homens enterrados em uma biblioteca cujos livros já devem ter sido lidos mais de uma vez. Imagine ler tanto que o cérebro pifa de tantas informações e questionamentos? O texto, inspirado no teatro do absurdo, não possue uma linearidade, mas é cheio de metáforas e pensamentos profundos do nosso mundo e das relações. Vico e Campanela parecem dois magistrados que estudaram até endoidar. Em contra ponto com eles está um estranho que caiu pela clarabóia da biblioteca e perde a memória e, uma pessoa sem memória perde a identidade, não sabe os conhecimentos que tem e torna-se um ser sem inteligência. Ele está do outro lado da linha dos “magistrados”. Assim, os companheiros fazem o que bem entendem de seu visitante.

Em “A mulher que escreveu a bíblia”, do Rio de Janeiro, a atriz Inez Viana utiliza todo o potencial de seu rosto perfeito para atuação no monólogo. O corpo da atriz tem prontidão para ir de um canto a outro do palco e os nossos olhos a seguem nesse jogo. Ela parece, acima de tudo, estar se divertindo muito em cena, numa brincadeira em que uma única mulher precisa segurar e compartilhar sua arte com mais de 700 pessoas. Por meio do humor a peça fala de uma das setecentas esposas do Rei Salomão, responsável por escrever a Bíblia. É uma oportunidade para rir, e porque não, repensar ídolos e histórias que de tão antigas e enraizadas não são mais questionadas. Uma forma de fazer com que cristãos e ateus não se sintam ofendidos.
No final das contas todos terminamos sozinhos e caminhamos sozinhos. Essa é uma das leituras que podem ser feitas da peça “No final das Contas”, do Rio de Janeiro, um monólogo interpretado por Letícia Braga. A montagem faz com que o público participe e se pergunte sobre o que tem de essencial em sua vida. “Quantas janelas têm na sua casa? Você tem animal doméstico? Tem geladeira...”, com essas perguntas o seu texto ganha volume e a atriz persegue essas respostas até encontrar algo que seja expressivo e, para isso, conta com uma memória afiada e ouvidos e olhos por todo o corpo. Ouve e vê tudo que acontece à sua volta. Letícia vive uma pessoa que se contenta com pouco, como um lugar pequeno para viver, poucas janelas que são pontos de contato com o restante do mundo, uma geladeira por que todos precisam comer e um animal doméstico para espantar um pouco a solidão e conclui “Eu aprendi que menos é sempre mais...”.

Quando duas pessoas que não têm mais nada a perder se encontram, uma pode curar a dor da outra e salvá-la da solidão. Duas pessoas que se acham os últimos seres da terra em importância também se tornam as únicas e, por isso, podem fazer tudo o que lhes é agradável. Podem se soltar e unidas elas ganham coragem. No mundo dos relacionamentos esta é a mais sincera e aberta união. Esse lindo encontro foi promovido na peça “Dinossauros”, do Grupo Cena Brasília. Com o excelente texto de Santiago Serrano, os atores Murilo Grossi e Carmem Moretzsohn com poucos elementos cênicos, mas muita sinceridade e humildade ao interpretar fizeram dessa uma das melhores apresentações do festival.

Produzida pela Cia Paulista de Artes, São Paulo, “As noivas de Nelson” arrancou muitos risos da platéia. Isso mesmo, muitos risos com as histórias de traição, paixão e morte de Nelson Rodrigues. Esses sentimentos e acontecimentos, que modificam por demais as nossas vidas, são exploradas sem culpa ou pudor por Nelson e a Cia a executa com a dignidade que o autor merece. As passagens de um conto para outro são recheadas por depoimentos do próprio Nelson Rodrigues como: “Jovens, envelheçam o mais rápido possível”.

Essas foram algumas das peças que circularam pelo estado nesses dias de festival, quem conseguiu assistir a pelo menos uma pode se considerar sortudo, pois viu o que de melhor o pais está produzindo em matéria de Teatro.

Charlaine Rodrigues, atriz, produtora de TV e pós graduanda em Linguagens audiovisuais e multimídia pela Ufes.

lunes, 28 de septiembre de 2009

DINOSSAUROS NO FESTIVAL DE VITORIA


Cultura divulga peças locais e nacionais do 5º Festival Nacional de Teatro da Vitoria.

Comédia, drama, musical, monólogo e outras produções teatrais de artistas capixabas foram selecionadas para o 5º Festival Nacional de Teatro de Vitória, que a Prefeitura realiza de 13 a 20 de outubro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc). Serão 25 espetáculos, sendo nove produções do Espírito Santo e 14 de outros Estados (incluindo duas peças de Cuba, e outras de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Goiás e Sergipe).


TEATRO CARLOS GOMES


DINOSSAUROS...OU AINDA É HOJE - ES

Dia: 15 de outubro / Quinta

Horário: 20h Duração: 60'

Direção geral: ALTAIR CAETANO

Texto: SANTIAGO SERRANO


Sinopse: O espetáculo fala da sensibilidade e da busca da felicidade num mundo cada vez mais opressor. Sentimentos como ingenuidade e ternura caracterizam os personagens Silvina e Nicolas, verdadeiros seres em extinção, como dinossauros. E para não desaparecer, para voltar a ter esperança, o casal precisa inventar o futuro possível. Os dois lutam para escapar da rotina que os oprime.


FICHA TÉCNICA:


Autor: Santiago Serrano

Produção: Maria Alice Costa

Elenco: Maria Alice Costa e Othoniel Cibien

Figurino: a equipe

Cenografia e iluminação: Altair Caetano

Sonoplastia: a equipe

Operador de som: Starley Fontes

martes, 30 de junio de 2009

DINOSAURIOS en Vitoria- Brasil

Virada Cultural movimenta a semana em teatro de Vitória

A Gazeta

Marcelo Pereira


De amanhã a domingo, o Teatro Galpão, em Vitória, ficará movimentado. É que, por esses dias, a casa sedia a "Virada Cultural", comandada por um grupo de artistas e produtores do movimento Atuação. O evento vai colocar em cena produções capixabas atuais, sempre a partir das 20h30. No sábado e domingo, eles ampliarão o foco para a garotada, com peças infantis durante à tarde.A movimentação também ocupará a parte externa do teatro. O bar estará funcionando até a meia-noite. Assim, ninguém precisa ir embora depois dos espetáculos. A ideia é criar um clima de troca de opiniões sobre o que foi visto, por ali mesmo. O bar servirá bebidas e lanches rápidos. Além disso, haverá apresentações-surpresas de música e leitura de poesia. Os organizadores não descartam a inclusão de um bazar, colocando à venda roupas e figurinos, livros e discos raros.

Quem abre os trabalhos da semana é a peça "Dinossauros", texto do argentino Santiago Serrano, e que tem adaptação e direção de Altair Caetano. Em cena, Maria Alice Costa e Otoniel Cibien dão vida a um homem e uma mulher desconhecidos que travam diálogo num ponto de ônibus durante a madrugada. Veja as outras peças na tabela ao lado.Intenção O Movimento Atuação foi criado no início de maio por um grupo de artistas e produtores dispostos a movimentar a cena cultural capixaba. O desejo dos integrantes é criar uma maior interação entre profissionais das áreas teatral, circense, cinematográfica, televisiva e demais ramos de entretenimento. A associação também quer discutir assuntos referentes a mercado de trabalho e a espaço do artista local na mídia.

Programe-se :
Terça, às 20h30: peça "Dinossauros... Ou Ainda é Hoje"
Quarta, às 20h30: peça "O Figurante Invisível"
Quinta, às 20h30: "O Mendigo e o Pato do Imperador"
Sexta, às 20h30: "Rosas Brancas para Salomé"Sábado: Às 16h, "Cantantes e Brincantes"; às 18h30, "Os Coveiros"; às 20h30, "Crônicas da Razão Cômica"
Domingo: Às 16h, "Será que existem bruxas roubando a nossa infância?"; às 18h30, "O Pequeno Circo e Outras Criaturas"; às 20h30, "A Menina"

Teatro Galpão, Av. Nossa Senhora da Penha, 2.490, Santa Luiza, Vitória. (27) 3084-6650.Quanto: R$ 5.

miércoles, 15 de abril de 2009

Dinosaurios - Estreno en Vitória - Brasil



Dinossauros retorna a Vitória, em nova montagem





Durante a 4ª Edição Nacional de Teatro da Cidade de Vitória – ES, várias peças teatrais de fora do estado estiveram enriquecendo os palcos de nossos teatros. A peça “Dinossauros” de Santiago Serrano foi uma destas.

A peça já recebeu várias montagens por toda a América Latina, sendo sua primeira nas terras do seu criador, Argentina. De lá, a peça correu pelos Estados Unidos e Canadá. Ela também teve montagem realizada em Portugal. Esta é mais uma das montagens deste trabalho que fala de relação pessoal, com um pouco de humor e bastante emoção.


Deixo-os com as palavras do diretor e ator capixaba Altair Caetano, que trabalhou com os atores Othoniel Cibien e Maria Alice Costa, para trazer-nos a peça, que estará nos palcos do Teatro Galpão, do dia 01 a 05/04/2009 (de quarta-feira a domingo), sempre as 20:00.

Àqueles que ainda não sabem, o Teatro Galpão fica em frente ao Wallmart, na Reta da Penha.

Dinossauros...ou ainda é hoje.







Dinossauros é um espetáculo que fala da sensibilidade e da busca da felicidade, num mundo cada vez mais opressor. Sentimentos como a ingenuidade, a ternura, a verdade caracterizam os personagens Silvina e Nicolás, desenhando-os como verdadeiros seres em extinção, como dinossauros que, para não desaparecer, precisam inventar um futuro possível. Silvina e Nicolás lutam pelo direito de escapar da rotina que comprime a alma, pelo direito de escolher ser feliz, de voltar a se apaixonar, de ser criança de novo, de abraçar a vida com o coração e os dentes, pelo direito de voltar a ter esperança. E estes simples direitos fazem com que os mais estranhos deste mundo, os dinossauros confundidos e extraviados nas ruas das grandes cidades, sacudam o pó dos tempos e voltem a ganhar vida, apostando, desta vez, em ser um pouquinho mais felizes. Afinal, nunca é tarde ou ainda é hoje.

Os dois se relacionam a partir de jogos e confissões, apresentados com humor e emoção. Nesta obra, Santiago Serrano autor, diretor e psicólogo argentino, busca sua poética na simplicidade da história e na linguagem terna e humana. A peça estreou em 1991, na Argentina, obtendo o prêmio de Melhor Obra Original e menção de Melhor Espetáculo no festival organizado pelo Centro Cultural General San Martín, de Buenos Aires. Em 2000, Dinossauros foi encenada no Canadá e nos Estados Unidos. Também recebeu montagens em Montevidéo, no Uruguai, Portugal, e em Lima, no Peru. Participou também no ultimo festival nacional de Vitória.

DIREÇÃO: Altair Caetano

ELENCO: Maria Alice Costa e Othoniel Cibien

TEATRO GALPÃO

01 a 05/04 (Quarta a domingo) 20:00h